quarta-feira, 29 de maio de 2013

Telebras não planeja fazer IPO em breve, diz porta-voz

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Um porta-voz da Telebrás disse que a empresa não deve realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em breve. "Nós acreditamos que esse não é o momento para emitir ações no mercado porque ainda estamos no estágio inicial de operações, nós somos uma start-up", comentou a representante.

O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, reconheceu que a empresa precisa melhorar a comunicação com o mercado. "Nós temos tido uma fraca comunicação com o mercado. Nós teremos nossa primeira teleconferência com analistas em junho, após dois anos trabalhando em silêncio", comentou.

Bonilha pode ter boas notícias para dar, com previsões de que a Telebras zere o prejuízo operacional este ano, após ter registrado uma perda de R$ 4,8 milhões em 2012.

Ex-monopólio de telecomunicação, a Telebras foi desmantelada com a privatização em 1998 e ressurgiu em 2010 como um veículo para instalar infraestrutura de internet em regiões distantes de grandes centros. A companhia é controlada pelo governo, mas quase 1/4 das ações está nas mãos de investidores privados. Quando ressurgiu, a Telebras assumiu mais de 40 mil Km de fibra óptica que estavam com companhias estatais, como por exemplo a Eletrobras. A companhia investiu R$ 240 milhões para comprar e instalar equipamentos para ativar esses cabos de fibra óptica, segundo Bonilha.

De acordo com o presidente, a empresa já assinou mais de cem contratos com operadores do setor privado, incluindo grandes players do mercado, como TIM e Oi, para que eles possam usar a infraestrutura da estatal em áreas pouco povoadas. Em alguns casos, os contratos envolvem um swap de capacidade de fibra óptica, em outros a Telebrás cobra uma tarifa de leasing.

A Telebras também fechou recentemente um contrato de R$ 32 milhões para fazer a transmissão da Copa das Confederações. Além disso, a companhia quer ter um satélite em órbita até 2016.

No mês passado, foram selecionadas três empresas para participar de uma disputa para construir o satélite: Mitsubishi Electric Corp., Space Systems/Loral e Thales Alenia Space.