Imagem: Freepik/Reprodução

Como o fim da escala 6×1 pode afetar o setor de telecomunicações?

A PEC que estabelece a alteração nas jornadas de trabalho foi aprovada pelo Senador nesta quarta-feira (14).

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

Foi aprovada nesta quarta-feira (15), no Senado, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a jornada 6×1 de 44 horas semanais de trabalho distribuídas de segunda a sábado.

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O texto, que havia sido aprovado na Câmara dos Deputados com mais de 400 votos a favor, prevê a manutenção de salários mesmo com a redução de tempo trabalhado.

No Senado a PEC também foi bem aceita, sendo aprovada por 75 dos 81 senadores. Agora, a alteração nas regras trabalhistas vai à promulgação.

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Agora a escala é 5×2 – como isso vai impactar as telecomunicações?

A mudança aprovada no Senado estabelece dois dias de descanso por semana, sendo que o domingo se torna preferencial. O tradicional trabalho aos sábados, mesmo que por meio período, será abolido para quem já trabalha de segunda a sexta.

Também conforme a proposta aprovada, o setor produtivo terá 14 meses de transição para se adaptar à nova realidade. Nos próximos 60 dias, a jornada máxima passará a ser de 42 horas por semana e, em até 12 meses após esse período, as jornadas terão que ter no máximo 40 horas em todo país.

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Uma nova realidade para as empresas e trabalhadores de telecom

Inegavelmente, essa modificação afetará diversos setores que empregam no país, e o de telecom é um dos principais.

Muitas empresas da área, como call centers e provedores que prestam suporte 24/7, terão despesa com a contratação de pessoal para revezamento e encaixe em horários que ficarão vagos, e/ou o ajuste de horários de atendimento.

Lojas que vendem eletrônicos e peças de reposição, lojas físicas de operadoras e pontos de atendimento, incluindo os de centros comerciais, terão que encontrar soluções para ajustar seu horário de funcionamento.

Por outro lado, entidades como o Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing e Empregados em Empresas de Telemarketing do Estado de São Paulo (Sintratel) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações e Operadores de Mesas Telefônicas (Fenattel) comemoram a nova escala de trabalho como uma conquista que irá melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores do setor.

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Realidade nova, estratégias diferentes

A nova escala de trabalho padrão, com cinco dias de labuta e dois de descanso, impõe ao setor produtivo, tanto privado quanto público, e à sociedade no geral, uma nova forma de ver e viver as relações de consumo.

Nessa seara, operadoras, provedores e fabricantes têm a missão de se adequar para não perder o protagonismo. Afinal, os serviços prestados pelo setor de telecom são considerados essenciais hoje em dia.

Há o temor, por exemplo, que as empresas acabem aumentando os preços dos serviços e produtos oferecidos devido ao aumento de custos. Mas isso é, pelo menos por enquanto, apenas teoria.

Vale mencionar ainda que o texto original da PEC que pôs fim à escala 6×1 não sugere soluções de adequação plausíveis para diversas categorias de empresas. Resta saber como, agora que o projeto vai virar lei, essas adaptações poderão ser feitas dentro da legalidade.

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