A Netflix confirmou nesta quinta-feira (15) um reajuste no preço dos três planos de assinatura oferecidos no Brasil. Com a nova tabela, o plano Premium, que permite assistir a conteúdos em até quatro telas simultâneas com qualidade 4K e HDR, passa a custar R$ 71,90 por mês. A maior alta percentual, porém, ficou com o plano Padrão com anúncios, que encareceu 23,9% e deixou de ser vendido por menos de R$ 25.
O aumento chega um dia depois de o The Wall Street Journal noticiar que a empresa pretende demitir cerca de mil funcionários, o equivalente a 6% de sua força de trabalho global. O reajuste no mercado brasileiro segue a atualização já aplicada nos Estados Unidos no início do ano e antecede a divulgação dos resultados financeiros da companhia, prevista para a próxima semana.
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QUANTO CUSTA CADA PLANO DA NETFLIX AGORA
Os novos valores valem para todas as modalidades oferecidas pela plataforma no país. A opção mais barata continua sendo a Padrão com anúncios, que permite assistir em até dois dispositivos ao mesmo tempo com qualidade Full HD. O plano Padrão, sem publicidade, mantém as mesmas duas telas simultâneas em Full HD, enquanto o Premium segue como a única opção com quatro telas e resolução 4K com HDR. Confira a nova tabela:
- Padrão com anúncios: de R$ 20,90 para R$ 25,90 (alta de R$ 5, ou 23,9%)
- Padrão: de R$ 44,90 para R$ 51,90 (alta de R$ 7, ou 15,6%)
- Premium: de R$ 59,90 para R$ 71,90 (alta de R$ 12, ou 20%)
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HISTÓRICO DE REAJUSTES NO BRASIL
O último reajuste da Netflix no Brasil havia ocorrido em maio de 2024, quando os preços subiram cerca de 12%. Na época, a modalidade com anúncios passou a custar R$ 20,90, a Padrão foi para R$ 44,90 e a Premium chegou a R$ 59,90. A empresa afirmou, na ocasião, que os aumentos permitiam ampliar a oferta de filmes e séries disponíveis para os assinantes da plataforma.
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Quando desembarcou no país, em 2011, a Netflix cobrava uma assinatura única de R$ 14,90 por mês. A divisão em diferentes planos veio em 2013, com a chegada das transmissões em HD e 4K, e os valores passaram por reajustes sucessivos desde então. No fim de 2022, a companhia lançou o plano com anúncios por R$ 18,90, voltado a clientes mais sensíveis a preço, o que levou ao fim do antigo plano Básico.
DEMISSÕES E BUSCA POR NOVAS RECEITAS
Segundo o The Wall Street Journal, a decisão de cortar cerca de mil vagas foi comunicada por e-mail pelos co-CEOs da companhia, Greg Peters e Ted Sarandos. A maior parte dos desligamentos deve atingir as equipes de produto, tecnologia, recursos humanos e o departamento jurídico. No fim de 2025, a Netflix tinha cerca de 16 mil funcionários em tempo integral, e esta será a maior rodada de cortes desde 2022.
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Os cortes ocorrem em um cenário de concorrência crescente pela atenção do público e de concentração no mercado de entretenimento. Para diversificar as fontes de receita, a Netflix tem investido em publicidade, programação ao vivo e jogos, além do modelo tradicional de assinaturas. A empresa disputa espaço com outras plataformas digitais, emissoras de TV e serviços de streaming concorrentes.
Um exemplo recente dessa consolidação foi a disputa pelos ativos de estúdio e streaming da Warner Bros. Discovery. A Netflix participou da concorrência, mas perdeu para a Paramount Skydance, que concluiu neste mês a aquisição da companhia. A operação reúne sob o mesmo grupo marcas como Warner Bros., Paramount Pictures, HBO Max, Paramount+, CNN e CBS, e será liderada por David Ellison.












