Imagem: Forças Armadas da Ucrânia/Wikimedia Commons

Conheça a Starshield, versão militar da Starlink usada na Ucrânia

A divisão é otimizada, por assim dizer, para usos militares e operações estratégicas.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Nas últimas semanas, as Forças Armadas ucranianas vêm reclamando de falhas e possíveis bloqueios temporários do sinal da Starlink no país, o que estaria dificultando operações militares em plena guerra.

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E em meio a tudo isso, um nome ainda pouco conhecido surgiu: Starshield, a versão militar da internet via satélite de Elon Musk. É precisamente esse serviço que tem sido utilizado nos campos de batalha contra a Rússia.

Mas como funciona a “Starlink da guerra”? Porque estão usando-a no lugar da versão convencional, popularizada entre civis? Vamos entender a seguir.

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Como funciona a Starshield?

Como você já sabe, a Starlink não é uma empresa por si só, mas uma divisão de internet da SpaceX, que é a empresa aeroespacial do grupo de Elon Musk.

Por sua vez, a SpaceX é a operadora de uma constelação com mais de 11 mil satélites em órbita baixa que criam o sinal de internet captado pelas antenas compradas pelos assinantes da Starlink.

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A Starshield, por sua vez, é uma espécie de versão da Starlink voltada a governos e órgãos de segurança de países específicos, geralmente alinhados militarmente aos Estados Unidos.

De acordo com utilizadores do serviço, a diferença está no nível de criptografia do sinal, que é bem mais alto na versão militar do que na versão convencional da “internet espacial” de Musk.

Em terra, os principais usos da Starshield são a manutenção de contato entre tropas e comandantes, controle de equipamentos à distância e envio emergencial de informações importantes.

Quanto ao funcionamento em si, é a mesma Starlink de sempre. Para usá-la, os militares precisam de antenas e roteadores, assim como civis ocidentais comuns.

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Não há distinção de velocidade e estabilidade entre as duas versões. Porém, como já mencionamos, a Starshield é apontada como mais segura que a Starlink convencional.

Por falar em segurança, Elon Musk já afirmou que os limites de velocidade dessa divisão militar de internet estão sob escrutínio do governo dos Estados Unidos.

“Qualquer limite de velocidade ou de uso é decidido pelos militares americanos e, em última instância, pelo presidente”, disse.

Não se sabe, entretanto, se as alegadas falhas da Starshield durante uso por ucranianos têm a ver com a administração de Donald Trump.

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