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Por que os celulares pararam de ‘crescer’ e agora estão cada vez menores?

Modelos dobráveis e versões menores de novos aparelhos estão invertendo a lógica que avançou na última década.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

Quem viveu a era pré-smartphones, na segunda metade da década de 2000, lembra bem da aparência dos antigos celulares. Pequenos, com telas minúsculas e maior parte do corpo tomada por botões.

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Com a virada da década de 2010, começaram a se popularizar os “telefones inteligentes”, que logo perderam as teclas físicas e passaram a ser basicamente uma tela touchscreen colada em uma carcaça.

E em todo esse processo de evolução, uma coisa ficou bem clara: o tamanho dos aparelhos foi aumentando até alguns modelos atuais que têm telas perto de 7”. Mas você já notou que modelos cada vez menores estão sendo lançados com maior frequência?

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Nós percebemos essa tendência no mercado, investigamos seus motivos e agora explicaremos o que está por trás dela.

Por que os celulares estão diminuindo?

Bom, ao que parece, a questão não é que os smartphones atuais estejam menores, mas sim que as fabricantes têm olhado para o mercado de uma forma mais ampla. Vamos entender isso.

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Quando começaram a surgir os celulares maiores, na segunda metade dos anos 2010, havia uma única “regra”: as pessoas querem mais tela. Depois, as telas começaram a consumir toda a parte frontal dos dispositivos por uma questão de design, o que também contribuiu para o aumento geral dos aparelhos.

Agora, a máxima mercadológica é a de que sim, continuam existindo pessoas que preferem aparelhos maiores, mas também há quem prefira uma tela menor, um aparelho mais compacto.

Diante dessa condição, marcas como Apple e Samsung têm lançado um mesmo aparelho em várias versões. Sempre há um “Pro Max” da vida, que é o “grandão”, um intermediário e um “normal”. Tem pra todo gosto.

Por outro lado, muitas fabricantes, incluindo as duas líderes de mercado, investiram em modelos que são menores por natureza, justamente para capturar o público interessado nesse tipo de celular.

O resultado são aparelhos com telas perto de 6”, que é o “novo pequeno” atual. Porém, não é mais tão comum ver celulares pequenos de verdade, com telas de 4” ou 5”, como antigamente.

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Essa discussão sobre o tamanho das telas dos smartphones tem várias camadas, que vão desde o orçamento aplicado no desenvolvimento de um modelo específico até questões relacionadas a compatibilidade com aplicativos.

Porém, o mercado parece ter achado um meio termo nos telefones dobráveis, como os da linha Galaxy Fold, da Samsung, e o mais novo iPhone Duo, da Apple.

Esses aparelhos costumam ter uma “versão base”, de tamanho diminuto quando estão fechados, e uma “fase de uso” maior, com telas que ficam quase do tamanho de um tablet convencional quando abertas.

Ademais, quase todos os dobráveis possuem telas secundárias onde é possível checar notificações, usar a câmera, acessar redes sociais, etc, mesmo com o aparelho fechado. Ou seja, no dia a dia tornam-se, de fato, celulares pequenos.

O problema com os smartphones dobráveis é mesmo o preço, partindo de um mínimo em torno de R$ 4 mil e indo até mais de R$ 28 mil, no caso do iPhone Duo, lançado no início de setembro.

De qualquer forma, esses modelos, que chegaram para ficar, já é e será ainda mais, quando tiver preços mais acessíveis, a solução para quem quer um celular mais compacto sem abrir mão de uma boa tela.

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