Imagem: Minha Operadora

Starlink quer transformar suas antenas em pequenas torres de telefonia

A empresa não pretende se dar por vencida pelas dificuldades que têm encontrado na tentativa de oferecer serviços de telefonia móvel.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

Já é público e notório que a Starlink tem enfrentado uma certa má vontade para seguir com seu plano de virar operadora tanto no Brasil quanto no exterior, especialmente nos Estados Unidos. Mas a empresa de Elon Musk não parece pensar em desistir do projeto.

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Recentemente, executivos da companhia confirmaram ao Financial Times o interesse em lançar um plano próprio. Junto a isso, também foi demonstrado interesse em adquirir a T-Mobile, operadora com quem a Starlink já tem um acordo comercial.

Depois de adquirir uma fração de 65 MHz do espectro operado pela EchoStar, a divisão da SpaceX reacendeu a intenção de trabalhar com redes móveis nos EUA, mas com outra estratégia.

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De acordo com o site Fierce Network, o próprio Musk teria dito que a empresa tem planos para transformar suas antenas em pequenas torres de telefonia, tornando-se assim independente da infraestrutura de empresas como AT&T, Verizon e a própria T-Mobile.

Uma entrada na telefonia móvel “a lá Musk”

Nas primeiras tentativas de se tornar uma operadora nos Estados Unidos, a Starlink esbarrou em burocracias que a direcionavam às outras operadoras já consolidadas no país.

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Basicamente, mostrou-se necessário que Verizon, AT&T e até a própria T-Mobile cedessem espaço no espectro para a empresa de Elon Musk, o que dificilmente ocorreria.

Com a negativa das outras empresas, a “firma” de “internet espacial” pensa na solução de transformar suas antenas de propagação de sinal em torres de telefonia.

Mas não estamos falando das pequenas antenas portáteis adquiridas pelos clientes e sim das mini estações de propagação de sinal da Starlink que ficam espalhadas por aí.

Nesse caso, a empresa agiria para aumentar o número dessas estações, usando telhados de clientes e empresas como base, por exemplo. Trata-se de um equipamento pequeno quando comparado às torres de telecom tradicionais.

É claro que para isso a Starlink precisará de autorizações de órgãos reguladores. Porém, pelo menos a dependência infraestrutural de outras empresas será resolvida.

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E no Brasil?

Como sempre ocorre com planos ainda embrionários, os intentos da Starlink de se tornar uma operadora ainda estão restritos ao mercado norte-americano, que é a sua base comercial.

Isso não significa, é claro, que a empresa não possa repetir a “jogada” com as antenas aqui no Brasil. Inclusive, as grandes teles brasileiras também estão “torcendo o nariz” para os intentos da companhia em direção ao mercado mobile, o que justificaria uma réplica do plano posto em prática nos EUA.

De qualquer forma, os clientes e simpatizantes da Starlink ainda devem aguardar as cenas dos próximos capítulos. Afinal, nem mesmo o D2D da empresa de satélites tem data para estrear por aqui.

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