Imagem: Minha Operadora

Operadoras e entidades podem atrasar a chegada da Starlink D2D no Brasil

Informações de bastidores dão conta que a empresa de Elon Musk tem enfrentado uma certa ‘má vontade’ para lançar o serviço no Brasil.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Os noticiários recentes em torno da Starlink têm privilegiado um assunto: a chegada da internet D2D (direct-to-device) da empresa no Brasil.

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Inclusive, em matéria publicada no mês passado, noticiamos que a empresa informou à agência reguladora dos EUA que fechou parceria com uma operadora brasileira para oferecer o serviço por aqui, mas ainda não revelou o nome da tele.

Agora, outras notícias informam aquilo que pode ser uma reviravolta nesse movimento. Operadoras, provedoras e entidades estariam “batendo o pé” contra a chegada da internet via satélite de Elon Musk diretamente aos celulares dos usuários.

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O que alegam as reclamantes?

Em uma consulta pública realizada recentemente, Unifique, Vivo, Claro e iez! Telecom questionaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre as intenções da Starlink de utilizar a banda S e os intentos para implantar o D2D no Brasil.

As teles alegam que conceder esse uso conferiria à divisão de internet da SpaceX uma vantagem competitiva com as demais empresas do setor.

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Para o grupo de operadoras, a Starlink deve ser submetida aos mesmos regimes impostos às demais empresas de telecom que atuam no Brasil.

Há o temor, por parte sobretudo de Vivo e Claro, que uma diferenciação de obrigações entre operadoras móveis e empresas de satélite desequilibre o mercado, uma vez que os serviços disponíveis seriam muito parecidos enquanto as empresas satelitais gastariam menos, podendo oferecer preços mais baixos aos consumidores.

Como solução, as reclamantes sugerem que o D2D de empresas como a Starlink só possam ser oferecidas em parceria com operadoras.

LEIA MAIS:

Pedidos de cautela à Anatel

Além da “bronca” das teles brasileiras, a Starlink pode esbarrar em “conselhos” que a Anatel tem recebido de fora do país.

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De acordo com a imprensa internacional, a chinesa Huawei e a GSMA, maior associação e operadoras de telecom do mundo, recomendam que a reguladora brasileira espere a Conferência Mundial de Radiocomunicações de 2027, onde a União Internacional de Telecomunicações (UIT) vai apresentar os resultados de um estudo sobre o D2D.

Há a expectativa de que padrões técnicos sejam lançados durante o evento, finalmente formalizando o passo a passo para implantação da internet via satélite nos países membros da UIT.

Uma certeza podemos ter: o serviço D2D da Starlink, e de concorrentes, vai chegar ao Brasil e além. Resta saber quando e como.

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