Um estudo recente da Ookla, empresa responsável pela plataforma Speedtest, apontou que a internet da Starlink tem grande oscilação ao longo do dia.
De acordo com a companhia, essa diminuição de velocidade tem a ver com o aumento no número de clientes da internet via satélite de Elon Musk nos últimos meses.
Conforme já noticiamos aqui no Minha Operadora, o Brasil já é o segundo maior mercado da Starlink em todo o mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.
A queda em números
O relatório da Ookla aponta uma oscilação média de 40% na velocidade de download da internet satelital da Starlink ao longo do dia.
Como exemplo, uma média de velocidade que é de 149,5 Mbps às 2h00 pode ir a pouco mais de 90 Mbps às 13h00.
De acordo com especialistas, a oscilação é esperada, visto que demonstra maior potência quando o tráfego tende a baixar, durante a madrugada, e piora em horários de pico ao longo do dia.
No caso da latência, que é o tempo que o volume de dados leva para ir de um ponto a outro da rede, costuma oscilar entre 6,5 ms a 9 ms, a depender do horário.
Outro dado que pode preocupar clientes de Elon Musk é a média mensal de velocidade da internet via satélite, que era de 113,5 Mbps em dezembro de 2025 e fechou junho de 2026 com 92 Mbps.
Mesmo com as oscilações negativas, a Starlink segue crescendo no ranking de operadoras de banda larga no Brasil, figurando na 13ª posição do ranking nacional.
Inclusive, a companhia tem alcançado, também conforme análise da Ookla, média de assinantes mensais iguais ou superiores às grandes teles que também figuram no setor, como Vivo e Claro.
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Algo está sendo feito para estancar esse desgaste?
A resposta é sim e a lógica por trás da redução de velocidade da internet justifica a estratégia de melhoria que a Starlink tem adotado.
Ocorre que nas redes de fibra óptica o cabeamento estabiliza melhor a velocidade porque trabalha com unidades individuais. Na internet via satélite, o sinal é “espalhado” uniformemente, então, quanto mais gente acessando, menos velocidade cada usuário vai ter disponível individualmente.
Como na internet satelital não existe a possibilidade de conexão direta com roteadores, por exemplo, a solução é aumentar a oferta e potência por meio da instalação de novos satélites. E a SpaceX, empresa que controla a Starlink, tem aumentado a sua constelação gradativamente visando justamente resolver esse gargalo.
Enquanto isso, a internet via satélite de Musk segue em franco crescimento, levando internet a áreas antes desconectadas e cada vez mais próxima de oferecer internet diretamente no celular dos usuários.












