A TIM S.A. divulgou nesta semana os resultados do segundo trimestre de 2026, registrando lucro líquido de R$ 1,036 bilhão, alta de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado representa o maior lucro líquido já registrado pela operadora para um segundo trimestre, reforçando a trajetória de crescimento consistente da companhia no primeiro semestre do ano.
Listada na B3 sob o ticker TIMS3 e com ADRs negociados na Bolsa de Nova York, a operadora brasileira atribuiu o desempenho à expansão da receita de serviços, ao controle de custos operacionais e de arrendamentos, além da diversificação do portfólio em banda larga, B2B e novas frentes digitais, como publicidade móvel e monetização de dados via Open Gateway.
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Destaques do 2T26:
| Indicador | Resultado | Variação A/A |
|---|---|---|
| Receita líquida total | R$ 6.965 milhões | +5,5% |
| EBITDA normalizado | R$ 3.586 milhões | +7,0% |
| EBITDA-AL | R$ 2.802 milhões | +7,8% |
| Lucro líquido | R$ 1,036 bilhão | +6,2% |
| Fluxo de caixa operacional | R$ 1,868 bilhão | +8,7% |
RECEITA E EBITDA SOBEM NO TRIMESTRE
A receita líquida total da TIM somou R$ 6.965 milhões no 2T26, avanço de 5,5% na comparação anual, puxada principalmente pela receita de serviços, que cresceu 5,7% no trimestre e 6,1% no acumulado do semestre. O EBITDA normalizado atingiu R$ 3.586 milhões, alta de 7% A/A, com margem de 51,5%. Já o EBITDA-AL, que considera o efeito dos arrendamentos, somou R$ 2.802 milhões, crescimento de 7,8% e margem de 40,2%.
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MÓVEL E FIBRA SEGUEM EM ALTA
Os dois principais segmentos da operadora mostraram desempenho positivo no trimestre, com destaque para o avanço consistente da banda larga via TIM Ultrafibra:
| Indicador | Resultado 2T26 | Variação A/A |
|---|---|---|
| Receita de Serviços Móveis | R$ 6.369 milhões | +4,6% |
| ARPU Móvel | R$ 34,3 | +5,0% |
| Participação do pós-pago na receita móvel | Cerca de 70% | Base +6,8% |
| Receita de Serviços Fixos | R$ 416 milhões | +27,0% |
| Receita TIM Ultrafibra | R$ 247 milhões | +9,5% |
| Base de clientes Ultrafibra | 899 mil | +12,5% |
| ARPU FTTH | R$ 92,8 | +0,8% |
LUCRO LÍQUIDO E FLUXO DE CAIXA
O lucro líquido de R$ 1,036 bilhão resultou em lucro por ação de R$ 0,43, ante R$ 0,40 no 2T25. O fluxo de caixa operacional somou R$ 1,868 bilhão no trimestre, alta de 8,7%, enquanto o Capex ficou em R$ 935 milhões. A companhia encerrou o período com R$ 4,5 bilhões em caixa e dívida bruta de R$ 17 bilhões, resultando em alavancagem de 0,89 vez a relação entre dívida líquida e EBITDA.
NOVOS PRODUTOS E PARCERIAS
No trimestre, a TIM avançou em novas frentes de monetização, com lançamentos e parcerias que ampliam o ecossistema de produtos da operadora:
- TIM Ultracombo (jul/26): primeira oferta convergente entre fibra e serviços móveis, combinando 600 mega de internet e 70 GB de dados por R$ 149,99 por mês.
- TIM Play (jul/26): reposicionamento da plataforma OTT como hub agregador de streaming, disponível em três faixas de preço, de R$ 9,90 a R$ 89,90 por mês.
- TIM Controle Fit (jul/26): plano voltado a clientes com restrições de crédito, com oferta centrada em cartão de crédito e flexibilidade de assinatura mensal ou anual.
- TIM + PicPay (ago/26): parceria em serviços financeiros que trará cashback em carteira digital, financiamento de smartphones e acesso a empréstimos e cartões de crédito.
B2B BATE RECORDE DE CONTRATAÇÕES
O segmento B2B seguiu ganhando relevância na composição da receita da TIM, com avanço de 16,6% no acumulado de 12 meses, somando R$ 1,746 bilhão e representando 6,6% da receita total de serviços. A contratação de novos projetos corporativos somou R$ 192 milhões no trimestre, maior patamar da série histórica, impulsionada por soluções de conectividade para logística, agronegócio e cidades inteligentes.
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REMUNERAÇÃO AOS ACIONISTAS
Em remuneração aos acionistas, o conselho de administração da TIM aprovou a distribuição de R$ 400 milhões em Juros sobre Capital Próprio referentes ao trimestre, ante R$ 300 milhões no 2T25. Para o ano de 2026, a companhia mantém o guidance de distribuir entre R$ 5,3 bilhões e R$ 5,5 bilhões em remuneração aos investidores, reforçando o compromisso com a geração de valor no longo prazo.












