Imagem: Shutterstock/Reprodução

Ato anunciado pelo Google pode melhorar a internet global em breve

A gigante das buscas fez mais um investimento na conectividade entre América e Europa.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Em mais um esforço para conectar a América à Europa, o Google completou a instalação de um cabo submarino ligado de Mytle Beach, na Carolina do Sul, Estados Unidos, à cidade de Sines, em Portugal.

- Publicidade -

O cabo faz parte dos esforços da big tech para aumentar a capacidade de suporte para serviços e nuvem e inteligência artificial.

Apesar de parecerem “arcaicos” se comparados a novas tecnologias como a internet via satélite, os cabos submarinos são responsáveis pelo transporte de mais de 90% dos dados ao redor do mundo.

- Publicidade -

O “Nuvem” e a corrida pela infraestrutura transatlântica

Batizado de “Nuvem”, o novo projeto do Google se estende por cerca de 7 mil quilômetros no oceano. A rota passa estrategicamente pelos arquipélagos das Bermudas e dos Açores antes de desembarcar em solo europeu.

Ao todo, a estrutura conta com 16 pares de fibras ópticas e uma capacidade projetada que impressiona: cerca de 384 terabits por segundo.

- Publicidade -

Essa superestrutura não nasce por acaso. De acordo com o Google Cloud, o cabo faz parte de uma visão mais ampla para consolidar investimentos na infraestrutura estratégica que sustenta a economia digital da Europa.

Vale destacar que esta não é a única “autoestrada de dados” a aportar em terras portuguesas. O país já é ponto de ancoragem de outros dois grandes projetos: o cabo Equiano, pertencente ao próprio Google e que liga a Europa à África do Sul, e o EllaLink, que conecta a cidade de Sines diretamente ao Brasil.

Cabo submarino em perspectiva.
Imagem: Minha Operadora

LEIA MAIS:

Por que Portugal virou o epicentro do tráfego de dados?

A escolha de Sines passa longe de ser coincidência. O governo português trabalha para transformar o país em um hub global de inovação, aproveitando sua posição geográfica estratégica entre a Europa, a África e as Américas.

Outro ponto decisivo é a energia. Processar dados para IA exige muita eletricidade, e Portugal oferece energia limpa e barata em abundância. Projetos como o Start Campus, que tem suporte da Microsoft em Sines, mostram essa força.

- Publicidade -

No fim das contas, a chegada do cabo Nuvem prova que a disputa pela IA não acontece só na tela, mas passa principalmente pelo fundo do oceano.

E claro, a qualidade geral da internet global tende a ser potencializada com mais um cabo submarino transmitindo dados de um canto a outros do Oceano Atlântico.

Compartilhar este artigo
Se inscrever
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais antigo
Mais recente Mais Votados