A novela da falência da Oi ganhou mais um capítulo no início deste mês, com mais um relatório catastrófico entregue pela administração judicial à Justiça do Rio de Janeiro.
No texto, os administradores relatam que a partir de 1º de agosto a tele vai perder o que ainda resta de lastro financeiro para continuar operando.
O relatório foi entregue à Justiça no dia 3 de junho, mas chegou a conhecimento público nesta quarta-feira (8), depois de chegar a um sindicato que representa trabalhadores da empresa.
O pedido à Justiça
De acordo com o relatório enviado pela Preserva Ação, empresa que administra judicialmente a Oi, havia a previsão de fechar julho com R$ 88 milhões em caixa. Contudo, esse valor contava com a venda da Oi Soluções e da UPI Fixa, transações que ainda não se concretizaram. Inclusive, recentemente noticiamos o drama envolvendo o leilão da Oi Soluções, que terminou sua primeira rodada sem lances.
Com a frustração em relação à venda dos ativos citados, a previsão de dinheiro em caixa caiu para R$ 19,6 milhões, o que, segundo o gestor Bruno Rezende, inviabiliza as operações da empresa a partir de 1º de agosto.
“[A situação] torna a operação insustentável do ponto de vista de sua continuidade operacional a partir de 01/08/2026, o que exigirá maior sacrifício no pagamento de fornecedores essenciais e folha de pessoal, para garantir a mínima operação dos serviços públicos essenciais ainda não transferidos a terceiros”, disse o executivo.
Para se ter uma ideia, a venda da divisão de telefonia fixa da Oi à Método Telecom renderia R$ 60 milhões, enquanto o valor de mercado da Oi Soluções está em R$ 1,4 bilhões. No primeiro caso, já houve um acordo, mas o pagamento ainda não foi realizado. Já no segundo, ainda é necessário que um leilão seja realizado para concretizar a venda.
A administração judicial da Oi pede que a Método seja intimada a assinar contrato ou pague multa no valor de 50% da transação. Também é solicitada permissão para realização de uma nova rodada do leilão da Oi Soluções.
Trabalhadores protestam contra a situação
Se por um lado os administradores judiciais da Oi temem que a operadora pare de vez, por outro os trabalhadores que ainda prestam serviços à companhia veem seus salários e benefícios em risco.
Diante disso, as federações Fenattel, Fitratelp e Livre, que representam essa mão de obra, entraram na “briga” e buscam na Justiça uma garantia de direitos.
Tanto de um lado quanto de outro, a demanda é por articulação imediata das autoridades, uma vez que serviços prestados a lotéricas, órgãos de segurança pública e unidades de saúde de todo país estão comprometidos.












