Durante uma conferência da Commonwealth Bank of Australia (CBA), em Sydney, na Austrália, Sam Altman, co-fundador da OpenAI, empresa-mãe do ChatGPT, minimizou as preocupações globais com a substituição de mão de obra humana por inteligências artificiais.
Altman foi taxativo em afirmar que o “apocalipse de empregos”, em suas palavras, tem sido alardeado de forma exacerbada por analistas e outras empresas do setor.
O idealizador do ChatGPT também compartilhou que as IAs não conseguem reproduzir a “parte humana” na realização de tarefas diversas.
A visão de Altman sobre o cenário atual
Apesar das negativas de CEOs e outros executivos de big techs, a tentativa de substituição de mão de obra humana por automações se tornou uma máxima nos últimos anos.
Periodicamente empresas como Meta, Amazon e Google têm anunciado demissões em massa. A justificativa é sempre algo como “ajuste de caixa”, “reestruturação”, dentre outras. Porém, os esforços para implementação de “mão de obra robótica” são evidentes, sobretudo para tarefas repetitivas.
Por sua vez, Sam Altman nega essa tendência, ao menos no que se refere à OpenAI. Para ele, esse jeito humano não vai ser substituído tão rapidamente como tem parecido.
“Nós realmente nos importamos com nossas interações com as pessoas, e isso, que ocupa uma enorme parte do meu tempo, não é algo que eu consiga me imaginar terceirizando para uma IA tão cedo”, disse, em entrevista concedida durante o CBA.
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Mas e os empregos que já foram perdidos?
Muito se fala sobre empregos suscetíveis à decadência por causa da IA e outras posições que eventualmente estariam blindadas contra essa assimilação forçada. Porém, há um elefante na sala: e as pessoas que já perderam seus empregos, como ficam?
Cada empresa tem total liberdade para lidar com questões trabalhistas da sua forma, desde que cumpra a legislação vigente nos países em que atua. Então, é certo que os trabalhadores já “substituídos” por IAs devem estar recebendo contrapartidas previstas, além de um direcionamento de carreira.
De qualquer maneira, novos e melhores ordenamentos jurídicos parecem estar surgindo no horizonte para alinhar, com cada vez mais precisão, as tomadas de decisão relacionadas ao uso da inteligência artificial nos mercados.












