A Vivo registrou crescimento expressivo no mercado corporativo e sinalizou que pode entrar na disputa pelo leilão da Oi Soluções, divisão B2B da operadora em recuperação judicial. O anúncio foi feito pelo CEO Christian Gebara durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (11), após a divulgação dos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026.
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A operadora acumula R$ 5,4 bilhões em receitas B2B nos últimos 12 meses, com crescimento de 23,8% no período, um segmento que já responde por 8,9% da receita total da empresa. No trimestre, o B2B somou R$ 1,4 bilhão, sustentado por um portfólio que inclui cloud, cibersegurança, big data, IoT, mensageria e serviços de TI.
DISPUTA ACIRRADA NO MERCADO CORPORATIVO
Um dos destaques do trimestre foi a conquista da São Martinho, empresa referência no agronegócio que até então era atendida pela TIM. O projeto prevê a instalação de 44 torres para cobrir 350 mil hectares produtivos e habilitará conectividade para cerca de 2,2 mil sensores e máquinas usando tecnologias 4G, NB-IoT e CATM na faixa de 700 MHz.
“Além de impactar a produtividade da própria São Martinho, vamos ajudar na cobertura móvel de 57 municípios em torno das usinas”, explicou Gebara. O projeto abrange as unidades de Pradópolis (SP), Iracemópolis (SP), Américo Brasiliense (SP) e Quirinópolis (GO), consolidando a presença da Vivo no agronegócio conectado.
Outro ponto de atenção é o caso da Vale, onde a TIM passou a atuar na implementação de redes. Gebara foi enfático ao afirmar que a Vivo não perdeu posição na mineradora. “Na Vale não perdemos nada do que conquistamos e continuamos oferecendo novos negócios. É normal um cliente desse porte ter mais de um provedor”, disse o executivo, minimizando a concorrência direta.

VIVO AVALIA LEILÃO DA OI SOLUÇÕES
O acirramento no mercado corporativo também lança luz sobre o leilão da Oi Soluções, cuja audiência de abertura de propostas está marcada para 17 de junho de 2026, com preço mínimo de R$ 1,4 bilhão. O ativo reúne base de clientes corporativos, estrutura operacional, serviços de conectividade, TI e soluções digitais para empresas privadas e órgãos públicos.
“Temos prazo de 15 dias para avaliar nossa participação. Nesse momento, não posso afirmar nem sim nem não. Mas todos os ativos dessa magnitude do mercado, a Vivo analisa”, declarou Gebara. A TIM também confirmou que está analisando a possibilidade de adquirir a unidade, o que indica que o leilão pode se tornar um campo de disputa direta entre as duas maiores rivais do setor.
A venda da Oi Soluções segue o modelo de Unidade Produtiva Isolada (UPI), mecanismo que permite a transferência dos ativos sem que o comprador herde as dívidas da operadora em recuperação judicial, tornando o negócio mais atrativo para potenciais interessados. O edital foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico Nacional no último dia 4 de maio.
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RESULTADOS FINANCEIROS DO 1T26
A Vivo encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, alta de 19,2% na comparação anual, e receita total de R$ 15,5 bilhões, avanço de 7,4%, 1,2 ponto percentual acima do registrado no mesmo período de 2025. O EBITDA chegou a R$ 6,2 bilhões, com margem de 40,2% e crescimento de 8,9%.
Os investimentos totalizaram R$ 2 bilhões, alta de 9,6%, com relação capex/receita de 13,2%. A maior parte dos recursos foi direcionada para a expansão do 5G, presente em 905 cidades e cobrindo 71% da população brasileira, e para o crescimento da rede de fibra óptica, que já atinge 31,5 milhões de domicílios e empresas, aumento de 6,2% no ano.
CELULARES, FIBRA E PÓS-PAGO EM DESTAQUE
A Vivo registrou avanços consistentes nos três pilares do seu negócio ao longo do primeiro trimestre de 2026. Confira os principais números de cada segmento:
Telefonia Móvel e Pós-Pago
O pós-pago segue como o principal motor da receita móvel da Vivo, com adições líquidas aceleradas e ARPU em nível recorde. A receita de serviço móvel somou R$ 9,9 bilhões, alta de 6,6% na comparação anual.
| Indicador | Resultado 1T26 |
|---|---|
| Receita de serviço móvel | R$ 9,9 bilhões (+6,6%) |
| Receita pós-pago | R$ 8,6 bilhões (+7,8%) |
| Participação do pós-pago | 86,6% da receita móvel |
| Novos acessos pós-pago | 827 mil (+22,7%) |
| ARPU móvel | R$ 31,90 (+5,7%) |
| Acessos pós-pago total | 72,1 milhões (+6,9%) |
| Market share pós-pago | 42,2% |
| Churn pós-pago | 1% |
Aparelhos e Eletrônicos
A Vivo consolida seu posicionamento como varejista de tecnologia com a maior expansão de receita de aparelhos dos últimos cinco anos. Os celulares 5G dominaram as vendas, representando quase a totalidade dos dispositivos comercializados no período.
| Indicador | Resultado 1T26 |
|---|---|
| Receita de aparelhos e eletrônicos | R$ 1,2 bilhão (+26,6%) |
| Participação de celulares 5G nas vendas | 97,2% |
| Acessos totais | 117,4 milhões (+1,1%) |
| Acessos na rede móvel | 103,7 milhões |
Fibra Óptica
A fibra continua sendo o grande diferencial da operação fixa da Vivo, com expansão tanto em cobertura quanto em base de clientes conectados. O Vivo Total, oferta convergente que integra fibra e móvel, avança com força e já representa quase metade da base de fibra.
| Indicador | Resultado 1T26 |
|---|---|
| Receita de rede fixa | R$ 4,4 bilhões (+5,1%) |
| Receita de fibra | R$ 2,1 bilhões (+9,3%) |
| Domicílios cobertos com fibra | 31,5 milhões (+6,2%) |
| Clientes conectados na fibra | 8,0 milhões (+11,5%) |
| Clientes Vivo Total | 3,6 milhões (+32,6%) |
| Participação do Vivo Total na base de fibra | 44,7% (ante 23,9% em 2024) |












