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Brasil deixa Alemanha e Itália para trás na velocidade da banda larga; veja ranking

Cristino Melo
6 min de leitura

A banda larga fixa no Brasil atingiu velocidade média de download de 221,53 Mbps, mais que o dobro da média global de 120,52 Mbps, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (4), pela Ookla, empresa responsável pela plataforma Speedtest. O desempenho coloca o país na 26ª posição do ranking mundial de velocidade de internet fixa, destacando avanços significativos na infraestrutura de telecomunicações nacional.

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O resultado é atribuído principalmente à expansão da fibra óptica no país. Ao fim de 2024, 18,7% da população brasileira já contava com assinatura de rede fibra, índice superior à média de 17,1% registrada entre os países da OCDE. A Ookla ressalta que, nas localidades onde o serviço está disponível, os provedores brasileiros entregam conexões genuinamente rápidas.

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BRASIL À FRENTE DE GRANDES ECONOMIAS

Veja como o Brasil se compara a outros países no ranking global de velocidade de banda larga fixa em março de 2026:

PaísVelocidade média (Mbps)
Singapura (1º)425,26
Brasil (26º)221,53
Itália117,11
México104,25
Alemanha103,72
Média global120,52

A posição do Brasil reforça que a combinação entre regulação favorável, expansão da fibra e atuação de provedores regionais tem produzido resultados concretos em conectividade, colocando o país acima de economias europeias de grande porte.

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PAPEL DOS PROVEDORES REGIONAIS

Um traço marcante do mercado brasileiro é a predominância de ISPs menores: quase 60% da banda larga fixa do país é operada por empresas regionais, um cenário considerado atípico no cenário global. Segundo a Ookla, esse ambiente foi construído por um arcabouço regulatório que facilitou a entrada de pequenos provedores e garantiu acesso à infraestrutura das grandes operadoras, criando um ecossistema competitivo e diversificado.

O desempenho entre esses provedores varia de forma expressiva. Veja como os principais ISPs regionais se posicionam em relação à média nacional:

Acima da média nacional:

  • Blink Telecom: velocidades consistentemente superiores ao índice brasileiro, mesmo entre os 10% de usuários com pior qualidade de conexão
  • Desktop: desempenho acima da linha de base nacional em praticamente todos os cenários analisados
  • Vero Internet: registra velocidades medianas superiores à média do mercado

Abaixo da média nacional:

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  • Brisanet: velocidade mediana de download cerca de 25% inferior à linha de base, apesar de ser o maior ISP regional do país, com mais de 1,5 milhão de clientes
  • Algar Telecom: diferença de 40% abaixo da média nacional, tanto nas faixas mais rápidas quanto nas mais lentas
  • Ligga Telecom: desempenho abaixo do benchmark brasileiro nos diferentes grupos de velocidade analisados

OS MAIORES PROVEDORES DE BANDA LARGA DO BRASIL

O mercado brasileiro de banda larga fixa conta com cerca de 8 mil provedores ativos, segundo dados da Anatel de fevereiro de 2026. A maior parte é formada por pequenas operadoras regionais, mas os 15 maiores players concentram parcela relevante das conexões do país, reunindo operadoras nacionais, ISPs regionais e até o serviço de internet via satélite da Starlink.

PosiçãoEmpresaClientesMarket Share
Claro10.682.39019,60%
Vivo8.144.04814,90%
Oi3.578.6056,60%
Brisanet1.563.0132,90%
Giga+1.386.8302,50%
Brasil Tecpar1.364.2222,50%
Vero Internet1.335.2642,40%
Desktop1.208.1822,20%
TIM878.0731,60%
10ºUnifique852.8751,60%
11ºAlgar Telecom839.7021,50%
12ºAlares821.3021,50%
13ºStarlink661.9991,20%
14ºKore Brasil442.7250,80%
15ºLigga Telecom347.4720,60%

Fonte: Anatel, fevereiro de 2026

CONSOLIDAÇÃO DO MERCADO EM CURSO

Apesar dos resultados positivos, o setor enfrenta um momento de transformação. Pressões financeiras, concorrência acirrada e mudanças regulatórias em discussão pela Anatel sinalizam que a consolidação do mercado deve se acelerar nos próximos anos. Grandes grupos como Brasil Tecpar (cerca de 30 aquisições desde 2021) e Vero Internet (mais de 17 ISPs adquiridos) já lideram esse movimento de concentração.

O caso mais emblemático é o anúncio da Claro para adquirir participação majoritária de 73% na Desktop, em transação avaliada em aproximadamente 750 milhões de dólares. A operação, que ainda depende de aprovação dos órgãos reguladores brasileiros, incluindo o CADE, tem potencial de ampliar significativamente a presença da operadora no estado de São Paulo, absorvendo uma rede de 58 mil quilômetros de fibra e mais de 1,2 milhão de assinantes da Desktop.

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