Já é público e notório que a Starlink tem enfrentado uma certa má vontade para seguir com seu plano de virar operadora tanto no Brasil quanto no exterior, especialmente nos Estados Unidos. Mas a empresa de Elon Musk não parece pensar em desistir do projeto.
Recentemente, executivos da companhia confirmaram ao Financial Times o interesse em lançar um plano próprio. Junto a isso, também foi demonstrado interesse em adquirir a T-Mobile, operadora com quem a Starlink já tem um acordo comercial.
Depois de adquirir uma fração de 65 MHz do espectro operado pela EchoStar, a divisão da SpaceX reacendeu a intenção de trabalhar com redes móveis nos EUA, mas com outra estratégia.
De acordo com o site Fierce Network, o próprio Musk teria dito que a empresa tem planos para transformar suas antenas em pequenas torres de telefonia, tornando-se assim independente da infraestrutura de empresas como AT&T, Verizon e a própria T-Mobile.
Uma entrada na telefonia móvel “a lá Musk”
Nas primeiras tentativas de se tornar uma operadora nos Estados Unidos, a Starlink esbarrou em burocracias que a direcionavam às outras operadoras já consolidadas no país.
Basicamente, mostrou-se necessário que Verizon, AT&T e até a própria T-Mobile cedessem espaço no espectro para a empresa de Elon Musk, o que dificilmente ocorreria.
Com a negativa das outras empresas, a “firma” de “internet espacial” pensa na solução de transformar suas antenas de propagação de sinal em torres de telefonia.
Mas não estamos falando das pequenas antenas portáteis adquiridas pelos clientes e sim das mini estações de propagação de sinal da Starlink que ficam espalhadas por aí.
Nesse caso, a empresa agiria para aumentar o número dessas estações, usando telhados de clientes e empresas como base, por exemplo. Trata-se de um equipamento pequeno quando comparado às torres de telecom tradicionais.
É claro que para isso a Starlink precisará de autorizações de órgãos reguladores. Porém, pelo menos a dependência infraestrutural de outras empresas será resolvida.
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E no Brasil?
Como sempre ocorre com planos ainda embrionários, os intentos da Starlink de se tornar uma operadora ainda estão restritos ao mercado norte-americano, que é a sua base comercial.
Isso não significa, é claro, que a empresa não possa repetir a “jogada” com as antenas aqui no Brasil. Inclusive, as grandes teles brasileiras também estão “torcendo o nariz” para os intentos da companhia em direção ao mercado mobile, o que justificaria uma réplica do plano posto em prática nos EUA.
De qualquer forma, os clientes e simpatizantes da Starlink ainda devem aguardar as cenas dos próximos capítulos. Afinal, nem mesmo o D2D da empresa de satélites tem data para estrear por aqui.












