O estado de Minas Gerais começa a ser beneficiado do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) a partir desse domingo, 19 de abril, com a simplificação de áreas de DDD.
Conforme já havíamos noticiado antes, a Anatel decidiu reduzir o número de áreas locais de telefonia fixa. Para tanto, a agência reuniu cidades localizadas sob o mesmo DDD numa única área, reduzindo de 4.118 para apenas 67.
O processo já começou a ser posto em prática nos 26 estados da federação mais o Distrito Federal. Até agora, 13 já tiveram a simplificação concluída e Minas é o próximo da lista.
Ligações fixas mais baratas
Na prática, a simplificação das áreas de telefonia fixa tem um impacto direto no bolso do consumidor.
Isso porque, até então, mesmo cidades relativamente próximas, mas pertencentes a áreas locais diferentes, eram tratadas como ligações de longa distância. Ou seja, exigiam o uso de código de operadora e tinham tarifas mais elevadas.
Com a nova regra, tudo muda. Ao unificar municípios dentro do mesmo DDD em uma única área local, essas chamadas passam a ser consideradas locais. E claro, isso significa tarifas significativamente mais baixas, além de uma experiência mais simples para o usuário.
Em outras palavras, aquela ligação entre duas cidades vizinhas dentro do mesmo DDD, que antes era tarifada como interurbana, agora passa a custar o mesmo que uma chamada dentro da própria cidade.
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Além disso, a discagem também foi simplificada. Pelo que a Anatel explicou, não será mais necessário usar o código da operadora nem o DDD nesses casos, exatamente como já acontece em chamadas locais tradicionais.
A medida também aproxima a lógica da telefonia fixa da telefonia móvel, que já opera sem esse tipo de fragmentação geográfica.
Veja como vai ficar o mapa de DDDs no Brasil:

Isso pode “salvar” a telefonia fixa?
Apesar dessas melhorias, é impossível ignorar o contexto atual da telefonia fixa no Brasil. Nas últimas décadas, o serviço vem enfrentando uma queda contínua no número de usuários.
Isso se deve, principalmente, à popularização dos celulares e de aplicativos de comunicação, como WhatsApp, que oferecem chamadas de voz e vídeo pela internet.
Com isso, o telefone fixo deixou de ser essencial para grande parte da população. Ainda assim, isso não significa um desaparecimento imediato.
Pelo contrário: o que se observa é uma transformação do serviço. Hoje, a telefonia fixa tem sido cada vez mais utilizada em contextos específicos, como empresas, call centers e serviços que exigem estabilidade e qualidade de chamada.
Além disso, a própria Anatel vem adotando medidas para modernizar o setor e torná-lo mais competitivo, e a simplificação das áreas locais é um exemplo claro disso.
Isso tudo pode acabar prolongando a relevância do serviço, reduzindo custos e eliminando barreiras que já não fazem mais sentido em um cenário cada vez mais digital.
* Com informações da Agência Nacional de Telecomunicações












