Imagem: Shutterstock/Reprodução

A IA pode estar acabando com a bateria do seu celular; veja como resolver

Apesar da conveniência gerada, alguns recursos de IA estão gerando descarregamento lento e diminuição na vida útil de baterias.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

O avanço da inteligência artificial nos smartphones trouxe novas funções e automatização das antigas, mas esse ganho de conveniência pode ter um custo silencioso: a vida útil da bateria do celular.

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Recursos baseados em IA, que geralmente operam em segundo plano para prever ações, sugerir respostas ou analisar conteúdos, estão entre os fatores que mais impactam o consumo de energia atualmente.

Não são poucos os relatos de usuários de marcas como Samsung e Apple, principalmente, de que os assistentes e alguns apps de IA estão “drenando” a bateria de seus celulares.

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Essa realidade vai de encontro à “lenda” de que a inteligência artificial trabalha apenas em nuvem, deixando o sistema dos dispositivos mais leves. Na prática, o celular trabalha mais, mesmo quando parece estar em repouso.

Funções de IA que mais consomem bateria

Nem sempre o problema está em um único aplicativo. O consumo elevado costuma vir de um conjunto de recursos ativos ao mesmo tempo. Entre os principais estão:

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  • Tradução em tempo real;
  • Sugestões automáticas de resposta em apps de mensagem;
  • Identificação de músicas ambiente;
  • Recursos de organização automática de fotos e capturas;
  • Assistentes que permanecem “ouvindo” comandos.

Essas funções utilizam inteligência artificial de forma contínua ou sob demanda rápida, mantendo partes do sistema sempre ativas. Mesmo com chips dedicados, como as NPUs (unidades de processamento neural), há impacto direto na bateria do celular.

E não é só a bateria que sofre: as GPUs dos smartphones, unidades que operam a memória RAM dos dispositivos, ficam sobrecarregadas, causando superaquecimentos e travamentos no sistema.

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Por que a IA pesa tanto no consumo?

Diferente de tarefas simples, a IA exige cálculos constantes. Modelos embarcados, como os usados em sistemas mais recentes, precisam estar carregados na memória para funcionar com agilidade. 

Isso, como citamos antes, aumenta o uso de RAM e processamento, dois fatores que influenciam diretamente o gasto de energia e a velocidade do smartphone.

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Além disso, muitos desses recursos funcionam de forma preventiva. Ou seja, o sistema tenta antecipar ações do usuário, o que significa atividade constante, mesmo sem interação direta.

Como “salvar” a bateria do celular, nesse caso?

Para quem sente que a autonomia caiu nos últimos meses, vale revisar quais funções de inteligência artificial estão realmente sendo usadas. Algumas medidas simples podem ajudar:

  • Desativar recursos que funcionam em segundo plano e não são essenciais;
  • Revisar permissões de assistentes virtuais;
  • Limitar sugestões automáticas em teclados e aplicativos de mensagem;
  • Desligar funções de escuta contínua, quando possível.

A ideia não é eliminar a IA do celular, mas equilibrar o uso. Em muitos casos, desligar apenas alguns recursos já traz melhora perceptível na duração da bateria.

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