Nesta quinta-feira (5), uma equipe da Anatel começou um importante trabalho de campo para mapear “desertos digitais” no Brasil profundo.
A ação, liderada pelo conselheiro Edson Holanda e pela superintendente de Fiscalização Gesiléa Teles, teve como foco inicial áreas no Distrito Federal. Foram visitadas as comunidades rurais da Torre e da Morada dos Pássaros, em Brazlândia, além de Lago Oeste, em Sobradinho, e a Região Administrativa da Fercal.
O objetivo principal é checar a qualidade do sinal de telefonia celular nessas localidades para garantir o melhor nível possível para a população.
Como é feita a checagem?
De acordo com a Anatel, o monitoramento de sinal telefônico é feito por meios digitais, remotamente, além de visitas presenciais, como as realizadas na quinta-feira.
Segundo Edson Holanda, uma vez de posse dos dados colhidos, a agência pode, caso necessário, propor melhorias às operadoras que atuam na região estudada. Holanda ressaltou ainda que a ação não tem caráter punitivo, apenas propositivo.
“A nossa finalidade é fazer um estudo e, posteriormente, trazer uma solução para essas áreas, em comunhão, acordo e diálogo com as operadoras”, comentou, em entrevista concedida durante a ação no DF.
Menos vácuo de sinal, mais inclusão
É consenso entre agências reguladoras, governos e players do mercado de telecom, que a ausência de conectividade pode prejudicar populações inteiras, uma vez que a falta de acesso aos sinais de telefone e internet é um grave fator de isolamento na atual era da informação.
De olho nessa questão, a Anatel adotou o lema de que “a inclusão digital passa pela inclusão social”, coordenando ações junto a governos e empresas para mitigar os chamados “desertos digitais”.
Nesse sentido, ainda em sua fala, o conselheiro Edson Holanda citou esse tema e falou das intenções da Anatel sobre o assunto.
“A gente tem falado muito que a inclusão digital passa pela inclusão social. Então, o objetivo é democratizar o acesso e entregar inclusão digital às pessoas na maior amplitude possível”, finalizou.
Testes de campo para melhorar a cobertura 4G/5G
A superintendente Gesiléa Teles também destacou as medidas que estão sendo tomadas para lastrear um fortalecimento de conectividade em áreas pouco exploradas pelas operadoras devido ao baixo potencial comercial.
“Nós fizemos hoje um drive test, em que entramos em um carro e vamos monitorando a presença do sinal 4G e 5G. Em parte das rotas por onde passamos, o sinal estava presente e, em outros locais, não. E são nesses lugares onde o sinal não está presente que vamos concentrar as ações”, explicou ela.
Como exemplo de ponto crítico de conectividade encontrado na ação da Anatel, duas escolas visitadas dispunham de sinal apenas no interior do prédio. Para fazer uma ligação, por exemplo, os funcionários tinham que se afastar e procurar locais mais elevados.
Caso a iniciativa fiscalizatória avance, a expectativa é que problemas como esse sejam mitigados.
E o restante do Brasil?
A novidade apresentada pela Anatel neste início de março animou muitos residentes de áreas afetadas pela falta de radiofrequência ou que penam com serviços de baixa qualidade. E não é para menos.
Entretanto, ainda não foi indicado pela agência se, como e/ou quando a iniciativa vai se expandir Brasil adentro. Novas informações devem ser divulgadas em breve. Fique ligado nas atualizações do Minha Operadora para não perder nada sobre esses e outros assuntos do mundo das telecomunicações!
De todo modo, é de conhecimento geral que existem milhares de comunidades no país que carecem dessa atenção, sobretudo em regiões de interior nas regiões Norte e Nordeste. Então, pressupõe-se que a Anatel e seus braços de atuação têm muito trabalho pela frente.
* Com informações da Agência Nacional de Telecomunicações












