
Um ataque cibernético colocou a operadora holandesa Odido no centro de um incidente de segurança que pode ter atingido a maior parte da sua base de clientes.
A empresa confirmou que dados pessoais de aproximadamente 6 milhões de contas foram acessados de forma indevida após a invasão de um sistema interno.
O caso veio a público após a própria companhia identificar movimentações suspeitas em um banco de dados ligado ao atendimento ao consumidor. A partir daí, iniciou-se uma investigação técnica para entender a dimensão do problema e bloquear o acesso não autorizado.
De acordo com as informações divulgadas, os dados expostos incluem nome completo, endereço, e-mail, número de telefone e data de nascimento. Em alguns registros também constam números de documentos de identidade e informações bancárias, como IBAN.
A Odido informou que senhas, registros de chamadas e conteúdos de comunicação não foram comprometidos.
O que se sabe até agora
A invasão foi detectada no início de fevereiro de 2026. A empresa afirma que agiu rapidamente para conter a brecha e acionou especialistas internos e consultorias externas em segurança digital.
O caso também foi comunicado à Autoridade Holandesa de Proteção de Dados (AP), conforme determina a legislação europeia.
Ainda não há confirmação pública sobre a autoria do ataque nem sobre eventual pedido de resgate. A investigação segue em andamento.
Impacto potencial para os clientes
Mesmo sem o vazamento de senhas, o tipo de informação acessada preocupa. Dados pessoais combinados, como nome, endereço e data de nascimento, costumam ser suficientes para a elaboração de golpes personalizados.
Especialistas em segurança alertam que, nesses casos, aumentam as tentativas de phishing e fraudes financeiras. O risco não está apenas na exposição imediata, mas no uso dessas informações ao longo do tempo.
A orientação geral é que clientes redobrem a atenção com contatos inesperados, principalmente aqueles que solicitam confirmação de dados ou oferecem atualizações cadastrais.
Telecom sob pressão
Com cerca de 8 milhões de usuários, a Odido figura entre as principais operadoras da Holanda. O episódio reacende um debate antigo no setor de telecomunicações: como proteger, de forma efetiva, bases de dados que concentram informações sensíveis de milhões de pessoas.
Operadoras são alvos estratégicos. Além do volume de clientes, concentram dados cadastrais e financeiros valiosos. Isso as transforma em foco constante de grupos especializados em invasões.
Nos últimos anos, incidentes semelhantes têm sido registrados em diferentes países, indicando que a segurança digital se tornou uma das frentes mais críticas para o setor.
E agora?
A empresa informou que notificará diretamente os clientes potencialmente afetados. Também declarou que continua avaliando a extensão do vazamento.
O episódio envolvendo a Odido deve gerar novos questionamentos sobre governança de dados e protocolos de resposta a incidentes, sobretudo em um momento em que ataques digitais se tornam mais frequentes e sofisticados.











