
O BTG Pactual estaria se movimentando nos bastidores para articular uma fusão entre a V.tal e a TIM Brasil, de acordo com informações reveladas pelo jornalista Lauro Jardim, em nota publicada no blog que assina no site O Globo.
Segundo apuração do colunista, a intenção do banco é formalizar a operação ainda no segundo semestre de 2026, apesar de o cenário atual apresentar desafios relevantes.
A V.tal, empresa de infraestrutura de fibra óptica controlada pelo BTG, enfrenta uma realidade financeira delicada. A companhia teria encerrado o último ciclo com uma perda contábil estimada em R$ 12 bilhões, mesmo tendo concretizado a aquisição da Um Telecom.
Mesmo diante desse prejuízo, o banco mantém otimismo quanto ao futuro da operação e vê na possível união com a TIM uma estratégia para ganhar escala e sinergia em um setor cada vez mais competitivo.
Movimento estratégico e de alto impacto
A eventual fusão envolveria dois dos principais nomes da cadeia de telecomunicações no Brasil. De um lado, a V.tal atua como backbone da internet brasileira, fornecendo infraestrutura para operadoras e provedores de internet.
Do outro, a TIM Brasil, uma das líderes no segmento móvel, com forte presença também no mercado corporativo e de serviços digitais.
A articulação, caso avance, pode representar uma reconfiguração importante no mercado de telecomunicações, especialmente no que diz respeito à integração vertical de serviços.
A união de uma fornecedora de infraestrutura neutra com uma operadora de ponta levanta discussões sobre concorrência, regulação e neutralidade de rede, temas sensíveis no setor e acompanhados de perto por órgãos como a Anatel e o CADE.
Expectativas e vigilância regulatória
Ainda que os detalhes da operação permaneçam restritos às conversas de bastidores, o mercado já começa a especular sobre as implicações práticas dessa fusão.
Para os concorrentes, a possível combinação entre V.tal e TIM pode gerar um desequilíbrio, especialmente se houver exclusividade ou favorecimento no acesso à rede.
Para o consumidor final, os efeitos dependerão das decisões estratégicas futuras: investimentos em expansão, preços praticados e qualidade do serviço estarão no centro do debate, caso a operação se concretize.
Especialistas alertam que a movimentação pode ter um impacto profundo na dinâmica de competição e no modelo de compartilhamento de infraestrutura adotado até então.
O que dizem as partes?
Em contato com o Minha Operadora, a assessoria de imprensa do BTG Pactual informou que o banco não confirma as informações, pelo menos por ora.
Também buscamos um posicionamento da V.tal e da TIM, mas até a última atualização dessa matéria as operadoras não esboçaram resposta.
* Com informações de O Globo





