Divulgação/Anatel

Anatel flagra esquema de transmissores ilegais e faz prisão no RS

Cristino Melo
5 min de leitura
transmissores RS anatel
Divulgação/Anatel

A Anatel desarticulou o comércio de transmissores não homologados em uma operação conjunta com a Polícia Federal realizada na cidade de Igrejinha, no Rio Grande do Sul. A ação, que aconteceu no último dia 9, visou reprimir a venda de equipamentos estrangeiros irregulares utilizados por rádios clandestinas, garantindo a proteção do espectro de radiofrequência e a segurança das comunicações no Brasil por meio do cumprimento de mandados judiciais que resultaram em flagrante.

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Durante as diligências em solo gaúcho, as equipes de fiscalização cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao comércio ilegal. Nos locais vistoriados, foram encontrados e apreendidos dezenas de aparelhos de origem estrangeira que não possuíam a certificação obrigatória da agência reguladora. Esses dispositivos eram comercializados livremente, representando um grave risco à integridade das redes de telecomunicações e aos serviços autorizados.

O desdobramento da operação resultou na prisão em flagrante de um suspeito pela prática do crime de contrabando. O indivíduo foi conduzido imediatamente à Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul para os procedimentos legais cabíveis. A comercialização de produtos sem homologação é tratada com rigor, uma vez que alimenta um mercado paralelo que prejudica as empresas legalizadas e compromete diretamente a segurança nacional, de forma similar aos casos em que aparelhos ilegais são alvo de ação da Anatel em outros estados brasileiros.

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Rastreamento e investigação

A origem dessa ofensiva contra a ilegalidade remete a uma investigação iniciada pela Gerência de Fiscalização da Anatel (FIGF) ainda em 2024. Naquele ano, a apreensão de um transmissor utilizado por uma rádio clandestina em Campina Grande, na Paraíba, forneceu as pistas necessárias para rastrear a cadeia de suprimentos. Após a análise técnica do equipamento paraibano, os fiscais identificaram que o possível fornecedor estaria operando no município de Igrejinha.

A articulação entre a Gerência Regional da Anatel no Rio Grande do Sul e a Polícia Federal foi fundamental para o êxito da missão. Servidores da FIGF cruzaram dados e monitoraram a movimentação comercial do suspeito antes de solicitar os mandados judiciais. Esse tipo de inteligência geográfica mostra como a fiscalização brasileira está integrada, conectando eventos ocorridos no Nordeste com centros de distribuição de tecnologia ilegal localizados no extremo Sul.

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Proteção do espectro de radiofrequência

Edson Holanda, conselheiro da agência, destacou que a atuação integrada reforça o compromisso institucional com a proteção de um recurso público finito. Segundo ele, o espectro de radiofrequências é essencial para a vida moderna e não pode ser ocupado de forma desordenada. A entrada de equipamentos não homologados no mercado gera riscos significativos à ordem regulatória, podendo afetar serviços críticos, como as comunicações de aeronaves e serviços de emergência.

O conselheiro ressaltou ainda que a repressão ao comércio desses aparelhos é uma estratégia direta para asfixiar o funcionamento das rádios piratas. Essas emissoras operam à margem da lei e geram interferências prejudiciais que comprometem a qualidade do sinal de emissoras regularmente autorizadas. O combate se estende por todo o território nacional, a exemplo da recente apreensão recorde de produtos piratas que retirou de circulação milhares de itens que operavam sem a devida certificação técnica.

Além dos benefícios imediatos para o setor de radiodifusão, a operação em Igrejinha serve como um alerta para consumidores e revendedores de eletrônicos. A utilização ou venda de produtos sem o selo da Anatel pode acarretar sanções administrativas pesadas e implicações criminais severas. A agência pretende seguir com esse modelo de fiscalização coordenada, utilizando tecnologia de ponta para identificar fontes de interferência e garantir que a legislação vigente seja cumprida.

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