Anomalia do Atlântico Sul pode causar problemas de comunicação no Brasil; entenda

Ana Cláudia
3 min de leitura

Um recente relatório da NGA dos EUA, em colaboração com o DGC do Reino Unido, revelou um aumento na Anomalia do Atlântico Sul (AAS), uma área onde o campo magnético da Terra é mais fraco.

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Localizada no Brasil e sul do Oceano Atlântico, essa falha é monitorada pela NASA devido ao seu impacto potencial em satélites e comunicações. O enfraquecimento do campo magnético nessa região permite que partículas solares se aproximem mais da superfície, representando riscos para os satélites que passam por lá.

A área da AAS possui um campo magnético cerca de um terço mais fraco que a média global, expandindo-se e aprofundando-se para o oeste. Entre 2020 e 2024, sua área aumentou em aproximadamente 7%.

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A NASA e outras autoridades espaciais monitoram a AAS devido à sua intensa radiação, que pode danificar sistemas de satélites e interferir na comunicação. Grupos de pesquisa geomagnética, geofísica e heliofísica trabalham para prever mudanças futuras na AAS.

Além disso, a AAS serve como indicador das mudanças nos campos magnéticos da Terra e seus efeitos atmosféricos, com observações indicando sua divisão em duas partes, complicando missões de satélite que passam pela área.

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Efeitos da AAS são inofensivos aos humanos, mas um problema para tecnologias de comunicação

Segundo as pesquisas, embora a AAS não represente riscos imediatos à saúde humana na Terra, sua interferência nos satélites e comunicações requer monitoramento e pesquisa para compreensão. O crescimento e a diluição contínuos da AAS são temas de interesse para a comunidade científica e agências espaciais globais.

A Anomalia do Atlântico Sul é uma área de enfraquecimento no campo magnético da Terra sobre o sul do Oceano Atlântico. Isso resulta em menor proteção contra o vento solar e a radiação cósmica, afetando principalmente regiões do Sul e Sudeste do Brasil até a África. Essa anomalia pode prejudicar satélites em órbita, causando avarias devido ao aumento da exposição à radiação.

Apesar de existir há milhões de anos, não se espera uma reversão iminente do campo magnético da Terra. Agências espaciais, incluindo o Brasil com seu nanossatélite NanosatC-BR2, monitoram essa anomalia para entender melhor seus efeitos e proteger os equipamentos em órbita.

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