China vai atingir 1 bilhão de conexões 5G até o fim deste ano, segundo a GSMA

Cleane Lima
3 min de leitura

De acordo com um relatório da GSMA, associação global de operadoras móveis, a China ultrapassará 1 bilhão de conexões 5G até o final deste ano. A associação atualiza sua previsão, uma vez que anteriormente previa que esse número só poderia ser alcançado em 2025. O país terminou o ano de 2023 com aproximadamente 810 milhões de conexões 5G (45% do total do setor móvel).

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O relatório “The Mobile Economy China 2024” prevê que até 2030, o número aumentará para 1,6 bilhão de conexões, sendo que até o fim da década, a tecnologia deve representar 88% das conexões celulares naquele território (inclui China continental, Hong Kong, Macau e Taiwan). Nesse contexto, o 4G vai cair para 12% nos próximos seis anos, ante os 55% registrados ano passado.

A GMSA indica que o tráfego de dados móveis na China deverá quadruplicar até ao final da década. Além disso, o ecossistema celular avançado apoia agora quase 8 milhões de empregos na China e contribui com 110 mil milhões de dólares por ano através de impostos e, em 2023, as receitas das operadoras atingiram 225 mil milhões de dólares.

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Até ao final da década, prevê-se que a contribuição económica anual do setor móvel da China exceda 1 bilhão de dólares. O 5G tende a beneficiar a economia chinesa em cerca de US$ 260 bilhões em 2030, montante equivalente a 23% do impacto econômico de toda a indústria móvel.

“À medida que a China ultrapassa mil milhões de ligações 5G este ano, esperamos ver mais investimento e potencial em evoluções como 5G-Advanced, 5G New Calling e 5G RedCap para melhorar a experiência do utilizador e desbloquear novos fluxos de receitas para as operadoras”, comentou Mats Granryd, diretor geral da GSMA.

Segundo o relatório, as operadoras chinesas devem investir aproximadamente US$ 320 bilhões em infraestrutura para redes celulares entre 2023 e 2030. A cifra deve corresponder a 20% de todo o capex móvel global previsto para o mesmo período. Além disso, as receitas das operadoras devem passar de US$ 225 bilhões, em 2023, para US$ 249 bilhões, em 2030, uma alta de 10,6%.

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Por fim, até o fim desta década, as conexões móveis devem chegar a 1,29 bilhões de cidadãos chineses, alcançando 89% da população.

Como parte do seu envolvimento na iniciativa, a China Mobile, a China Telecom e a China Unicom — as três principais operadoras móveis do país — anunciaram esta semana o lançamento comercial da API One Time Password (OTP), que a GSMA afirmou oferecer maior segurança quando comparada com autenticação de fator único e em cenários de pagamento sem cartão presente. Além disso, CITIC Telecom, Huawei e ZTE tornaram-se as mais recentes empresas chinesas de telecomunicações a comprometerem-se com o Gateway Open da GSMA.

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