Anatel terá sistema integrado com o TSE para remoção de fake news

Cleane Lima
3 min de leitura

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) planeja lançar um sistema para remover fake news das redes a partir de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em parceria que foi fechada em dezembro de 2023. A informação foi divulgada pelo presidente da agência, Carlos Baigorri, e dá cumprimento às decisões judiciais.

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A equipe de fiscalização da Anatel, que é a responsável por cumprir as determinações, se prepara para a total integração do sistema 2.0 até o período de campanha e das Eleições 2024.

“A Anatel está se preparando para cumprir rapidamente as decisões da Justiça Eleitoral, com nossa equipe de fiscalização, que é a equipe que dá cumprimento às decisões judiciais. A gente executa as decisões. E isso, agora com o sistema, ocorrerá da forma mais rápida possível”, afirmou Baigorri.

A integração do sistema vai simplificar todo o processo de imprimir papel, enviar por meio de um oficial de Justiça, seguir todo o trâmite físico, como esperar por uma assinatura, enfrentar trânsito e outros deixava o processo moroso. Ou seja, tudo será realizado via sistema, integrado com as decisões dos juízes e ministros da Corte Eleitoral.

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Os resultados do sistema deverão ser monitorados tanto pela Anatel quanto pelo TSE, com representantes institucionais incumbidos de coordenar a execução do acordo, bem como fornecer informações e orientações para o melhor desenvolvimento e fiel cumprimento das obrigações de cada um.

A parceria tem o objetivo de combater a proliferação de informações falsas nas redes sociais. Por exemplo, a remoção imediata de URLs que contenham informações consideradas irregulares, sob pena às plataformas de R$ 100 mil por hora, contada a partir da 2ª hora seguinte à notificação. Durante os períodos eleitorais, os conteúdos deveriam ser removidos no prazo máximo de uma hora.

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Baigorri explica que “O acordo serve justamente para trabalharmos juntos, em parceria, no que diz respeito ao combate à desinformação e às fake news nos processos eleitorais. No último ano, nós recebemos diversas determinações e julgamentos do Tribunal para retirar do ar sites, conteúdos e aplicativos que estavam disseminando desinformação e colocando em risco o processo eleitoral”.

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