Huawei aposta no 5G para vencer restrições impostas pelos EUA

Ana Cláudia
4 min de leitura

A Huawei tem enfrentado restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos, o que resultou na perda de acesso a várias tecnologias fornecidas por empresas americanas. Entre as tecnologias mais importantes estão os modems 5G utilizados em smartphones equipados com chipsets da Qualcomm e MediaTek. Essas restrições limitaram os celulares da Huawei ao suporte apenas para redes 4G e resultaram em uma queda nas vendas.

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Huawei

No entanto, de acordo com a Reuters, a Huawei planeja superar essas limitações ainda este ano, desenvolvendo seu próprio modem 5G com a tecnologia de uma empresa chinesa.

Isso significa que a Huawei encontrou uma solução alternativa para continuar oferecendo suporte às redes 5G em seus dispositivos, mesmo sem acesso às tecnologias anteriormente fornecidas pelas empresas americanas. Essa medida pode ajudar a impulsionar as vendas de smartphones da Huawei e permitir que ela continue a competir no mercado global de dispositivos móveis.

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Huawei coloca suas forças no 5G

Recentemente, foi divulgado que a empresa asiática Huawei detém a maior quantidade de patentes relacionadas à tecnologia 5G em todo o mundo. Agora, a empresa pretende utilizar essas tecnologias em uma parceria com a Semiconductor Manufacturing International Corporation (SMIC) para produzir chips de rede móvel destinados a smartphones. A previsão é que esses chips sejam lançados ainda neste ano.

Segundo informações obtidas por fontes do portal, a Huawei e a SMIC irão colaborar no desenvolvimento de um modem utilizando o processo de fabricação SMIC N+1. Além disso, o software de automação de design eletrônico (EDA) da Huawei, que é uma fabricante de celulares, será utilizado para auxiliar na criação desse modem.

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O chip mencionado precisa ser fabricado com um semicondutor que tenha um tamanho inferior a 14 nanômetros (nm), embora o tamanho exato não tenha sido divulgado pelo site. Recentemente, a fornecedora de chips tentou adquirir uma máquina de produção de modelos de 7 nm da empresa holandesa ASML. No entanto, essa tentativa foi bloqueada pelo governo dos Estados Unidos.

Espera-se que o desempenho desse semicondutor para o modem 5G seja equivalente ao desempenho e eficiência de um nó de 7 nm, embora o GSMArena aponte que o chip não deva ter exatamente esse tamanho. Uma desvantagem desse semicondutor é que ele terá um rendimento abaixo de 50%. Isso significa que menos da metade de uma placa de semicondutor poderá ser utilizada na produção dos chips, o que tornará o processo de fabricação bastante caro.

É importante ressaltar que, antes das sanções impostas pelos Estados Unidos, a Huawei era uma das principais vendedoras de smartphones do mundo, com expectativas de se tornar a maior do setor gradualmente. No entanto, após as ações do governo americano, a empresa perdeu o acesso a tecnologias, como recursos do Google para o sistema operacional Android e chips de rede 5G. Como resultado, os smartphones topo de linha da Huawei se tornaram menos competitivos em comparação com seus concorrentes globais.

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