Provedores de internet poderão usar linha de crédito de R$ 100 milhões do BID

Cleane Lima
3 min de leitura

Nesta quarta-feira (24), durante o 14º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (ABRINT), o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, anunciou a liberação de duas linhas de crédito para atender pequenos provedores de internet.

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Ele explicou que está negociando com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com intermediação da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), ligada ao Ministério da Economia, uma linha de crédito de US$ 100 milhões, cerca de R$ 500 milhões para que os pequenos provedores possam investir no desenvolvimento de redes.

“Criamos o programa de ampliação de acesso ao crédito para investimento em redes de comunicação, com recursos de US$ 100 milhões, via BID. Prevê-se aí mecanismos garantidores para dar maior facilidade de acesso ao crédito aos pequenos provedores”, destacou.

Segundo o ministro, “dados de pesquisa mostram que quase 20% da população ainda não acessa a internet. Os pequenos provedores exercem um papel importante no nosso país e não tenho dúvida alguma que eles serão grandes parceiros para que a gente leve essa conectividade para aquelas regiões rurais remotas, distantes, e supere esses desafios de levar essa inclusão digital para esses brasileiros que ainda não estão conectados“, completou.

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Juscelino Filho também reiterou que serão liberados pelo Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) R$ 2 bilhões, através do BNDES, para investimentos no setor em 2023, com fomentação da melhoria da qualidade das redes e expandir a conectividade em escolhas públicas e postos de saúde.

Parte dos recursos será emprestada por meio de taxas de juros mais atrativas que as de mercado, enquanto outra parte será repassada a projetos sem exigência de reembolso. Esses projetos e aplicações de recursos ficarão com o comitê gestor do Fust.

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Para ter acesso aos recursos os projetos precisam ser focados em conectividade para escolas públicas, desenvolvimento de redes de infraestrutura para conexão, serviços móveis 4G e 5G e inclusão digital nos municípios. “Um dos grandes desafios é que pequenos provedores também tenham acesso a recursos do Fust“, comentou o ministro.

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