Portas USB para carregamento público podem infectar dispositivos, alerta FBI

Cleane Lima
3 min de leitura

Por meio de uma postagem no Twitter, o FBI (Departamento Federal de Investigação, do inglês Federal Bureau of Investigation) alerta para a disseminação de um malware pelas portas USB usadas pelas pessoas em locais públicos, como aeroportos, cafeterias, hotéis e rodoviárias, que são usados para realizar o carregamento de smartphones, tablets, etc.

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A divisão de Denver do FBI afirma que criminosos conseguiram sabotar as estações e estão usando as portas USB para espalhar malware e software aos dispositivos, permitindo assim que hackers tenham acesso aos dados armazenados, desde dados de contas de redes sociais, e-mail e até mesmo bancários.

A conta oficial do departamento publicou: “Evite usar estações de recarga gratuitas em aeroportos, hotéis ou shopping centers. Os malfeitores descobriram maneiras de usar portas USB públicas para introduzir malware e software de monitoramento nos dispositivos. Leve seu próprio carregador e cabo USB e use tomadas elétricas“.

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Com isso, a recomendação é que o público não utilize essas portas USBs, dando preferência ao carregamento dos dispositivos pelo próprio carregador, ou conectado diretamente em tomadas comuns. Eles também indicam que o melhor é que o usuário saia de casa com o seu dispositivo totalmente carregado ou leve consigo um powerbank.

Entretanto, o escritório de campo do FBI em Denver afirma que se trata de apenas um aviso, uma vez que nenhum caso específico foi registrado. Vale ressaltar, que desde 2021, a FCC (Comissão Federal de Comunicações) tem alertado a população sobre a prática criminosa conhecida como “juice jacking”, além de ter registros anteriores dessa ação.

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“Dispositivos de consumo com cabos USB comprometidos podem ser sequestrados por meio de software que pode desviar nomes de usuário e senhas”, apontou a FCC anteriormente.

Brasil pode ser alvo

Embora o alerta venha dos Estados Unidos, o Brasil pode se tornar um alvo na prática criminosa. Acontece que o país assume a segunda posição como um dos maiores alvos de ataques cibernéticos, conforme estudo realizado durante o ano de 2022 pelo instituto Fortinet.

A pesquisa aponta que o Brasil sofreu 31,5 bilhões de tentativas de invasões diversas, o que representou um aumento de 94% em relação ao mesmo período visto no ano anterior.

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