Governo Lula quer ampliar PL das Fake News para regulação de redes digitais

Ana Cláudia
3 min de leitura

As propostas do Governo Lula para regulação das plataformas digitais envolvem a ampliação do Projeto de Lei das Fake News e até multa milionária para descumprimentos das novas regras. O PL agora é visto como uma ferramenta para regular as redes. 

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Lula

As propostas incluem a criação de uma agência reguladora para plataformas, a implementação de regras para perfis de autoridades públicas, a introdução da “taxa do like” para as grandes empresas de tecnologia e a imposição de multas de até R$1 milhão por hora para as plataformas conectadas que desobedecerem ordens judiciais.

Regulação das redes ganhou força neste governo após a invasão do Congresso em Brasília

No ano anterior, houve uma tentativa de votar o projeto em regime de urgência, mas ela foi rejeitada. Entretanto, após a invasão do Congresso e outros prédios públicos em 8 de janeiro, o governo mostrou interesse no projeto e enviou sugestões. Isso foi afirmado pelo deputado e relator Orlando Silva (PCdoB-SP).

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Inicialmente, a intenção era complementar o projeto que estava em discussão há quase três anos pelos parlamentares. No entanto, a administração federal praticamente enviou um novo texto. 

Esse texto ainda precisa ser avaliado pelo Judiciário antes de ser apreciado pela Câmara e, após isso, deverá voltar ao Senado.

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De acordo com uma reportagem do colunista do UOL Thiago Herdy, as principais iniciativas do governo têm como foco, em linhas gerais, os mecanismos de busca e organização de conteúdo, tais como o Google/YouTube, as redes sociais, como Facebook, TikTok e Instagram, e até mesmo as plataformas de streaming, como Spotify e Netflix.

Segundo a avaliação de Carlos Affonso, colunista da Tilt e diretor do ITS Rio (Instituto de Tecnologia e Sociedade), a proposta do governo assemelha-se a muitas das medidas já adotadas pela DSA (Lei Europeia de Serviços Digitais), que regula a atuação de gigantes da tecnologia na União Europeia. 

A lei prevê, por exemplo, que as redes ajam com maior transparência sobre como funcionam e que os usuários possam contestar decisões tomadas por empresas. Como a legislação na Europa é relativamente recente, Affonso acredita que a opção do governo é uma “aposta”.

“Se por um lado essa incorporação de padrões europeus pode ser positiva, porque facilita a uniformização de práticas por empresas que atuam mundo afora, por outro, vale lembrar que muitas das medidas trazidas pela DSA ainda não foram testadas”, disse.

As propostas do governo 

O Governo Lula sugere que regulação de redes tenha alguns pontos chave importante, como por exemplo a transparência sobre algoritmo e publicidade, a criação de uma agência reguladora para assegurar que as leis serão cumpridas, processo para as plataforma que for omissa, regras para políticos e outros. 

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