Quem viveu a era pré-smartphones, na segunda metade da década de 2000, lembra bem da aparência dos antigos celulares. Pequenos, com telas minúsculas e maior parte do corpo tomada por botões.
Com a virada da década de 2010, começaram a se popularizar os “telefones inteligentes”, que logo perderam as teclas físicas e passaram a ser basicamente uma tela touchscreen colada em uma carcaça.
E em todo esse processo de evolução, uma coisa ficou bem clara: o tamanho dos aparelhos foi aumentando até alguns modelos atuais que têm telas perto de 7”. Mas você já notou que modelos cada vez menores estão sendo lançados com maior frequência?
Nós percebemos essa tendência no mercado, investigamos seus motivos e agora explicaremos o que está por trás dela.
Por que os celulares estão diminuindo?
Bom, ao que parece, a questão não é que os smartphones atuais estejam menores, mas sim que as fabricantes têm olhado para o mercado de uma forma mais ampla. Vamos entender isso.
Quando começaram a surgir os celulares maiores, na segunda metade dos anos 2010, havia uma única “regra”: as pessoas querem mais tela. Depois, as telas começaram a consumir toda a parte frontal dos dispositivos por uma questão de design, o que também contribuiu para o aumento geral dos aparelhos.
Agora, a máxima mercadológica é a de que sim, continuam existindo pessoas que preferem aparelhos maiores, mas também há quem prefira uma tela menor, um aparelho mais compacto.
Diante dessa condição, marcas como Apple e Samsung têm lançado um mesmo aparelho em várias versões. Sempre há um “Pro Max” da vida, que é o “grandão”, um intermediário e um “normal”. Tem pra todo gosto.
Por outro lado, muitas fabricantes, incluindo as duas líderes de mercado, investiram em modelos que são menores por natureza, justamente para capturar o público interessado nesse tipo de celular.
O resultado são aparelhos com telas perto de 6”, que é o “novo pequeno” atual. Porém, não é mais tão comum ver celulares pequenos de verdade, com telas de 4” ou 5”, como antigamente.
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Essa discussão sobre o tamanho das telas dos smartphones tem várias camadas, que vão desde o orçamento aplicado no desenvolvimento de um modelo específico até questões relacionadas a compatibilidade com aplicativos.
Porém, o mercado parece ter achado um meio termo nos telefones dobráveis, como os da linha Galaxy Fold, da Samsung, e o mais novo iPhone Duo, da Apple.
Esses aparelhos costumam ter uma “versão base”, de tamanho diminuto quando estão fechados, e uma “fase de uso” maior, com telas que ficam quase do tamanho de um tablet convencional quando abertas.
Ademais, quase todos os dobráveis possuem telas secundárias onde é possível checar notificações, usar a câmera, acessar redes sociais, etc, mesmo com o aparelho fechado. Ou seja, no dia a dia tornam-se, de fato, celulares pequenos.
O problema com os smartphones dobráveis é mesmo o preço, partindo de um mínimo em torno de R$ 4 mil e indo até mais de R$ 28 mil, no caso do iPhone Duo, lançado no início de setembro.
De qualquer forma, esses modelos, que chegaram para ficar, já é e será ainda mais, quando tiver preços mais acessíveis, a solução para quem quer um celular mais compacto sem abrir mão de uma boa tela.












