Em mais um capítulo da novela que se tornou a aquisição da Warner Bros. Discovery, a Justiça dos Estados Unidos suspendeu a negociação do estúdio com a Paramount.
A decisão, que foi emitida ontem (20), prevê uma suspensão temporária de 14 dias. Com isso, a partir de 3 de agosto o tribunal de Oakland uma revisão começará, a mando da juíza Araceli Martínez-Olguín, responsável pela suspensão temporária.
Vale destacar que a decisão não versa a respeito da legalidade do acordo, apenas responde a questionamentos feitos à Justiça. Saiba mais a seguir!
O que está por trás dessa nova decisão?
Tudo começou com uma pressão pesada de fora. A pausa na compra aconteceu porque uma coalizão formada pela Califórnia e mais 11 estados americanos bateu o pé na Justiça.
O argumento principal gira em torno da Seção 7 do Clayton Act, uma lei antitruste que barra negócios perigosos para a livre concorrência.
Na visão desse grupo, a união das gigantes ameaça diretamente três frentes do mercado norte-americano:
- A distribuição de filmes com lançamento amplo nos cinemas;
- O catálogo de produções com grande expectativa de bilheteria;
- O licenciamento de canais básicos de TV por assinatura.
Para piorar, os números jogam contra o negócio. Só no setor de lançamento de filmes, a fatia combinada das empresas bateria em cerca de 27%.
Para completar, o famoso índice de concentração de mercado, chamado de Herfindahl-Hirschman, dispararia 359 pontos, estacionando nos 2.074.
Vale lembrar que o Departamento de Justiça dos EUA já tinha dado o sinal verde em junho, sem achar nada demais. Só que os estados decidiram peitar a operação mesmo assim, convencendo a juíza de que há fumaça suficiente para justificar a parada estratégica.
Os próximos passos da negociação
Enquanto o imbróglio rola nos tribunais, o megacordo entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery de 81 bilhões de dólares (com ações avaliadas a 31 dólares cada) segue engessado. Nada de integração ou união de equipes por enquanto.
Para colocar ordem na casa, a Justiça já desenhou um calendário de julgamentos:
- Até 23 de julho: prazo limite para os estados protocolarem o pedido de suspensão preliminar.
- Até 27 de julho: vez de Paramount e Warner se defenderem.
- Até 30 de julho: apresentação da réplica oficial.
- 3 de agosto: o grande dia, com a audiência marcada em Oakland para definir o futuro do acordo.
Conforme fontes na imprensa norte-americana, há um otimismo por parte daqueles que são favoráveis à compra da Paramount de que tudo vai se resolver positivamente. Enquanto isso, acompanhamos os próximos capítulos.












