Reprodução/ChatGPT

Por que a justiça dos EUA não quer deixar a Paramount comprar a Warner?

Uma ordem emitida nessa segunda-feira (20) suspendeu as negociações por 14 dias. Uma nova análise será feita em 3 de agosto.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Em mais um capítulo da novela que se tornou a aquisição da Warner Bros. Discovery, a Justiça dos Estados Unidos suspendeu a negociação do estúdio com a Paramount.

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A decisão, que foi emitida ontem (20), prevê uma suspensão temporária de 14 dias. Com isso, a partir de 3 de agosto o tribunal de Oakland uma revisão começará, a mando da juíza Araceli Martínez-Olguín, responsável pela suspensão temporária.

Vale destacar que a decisão não versa a respeito da legalidade do acordo, apenas responde a questionamentos feitos à Justiça. Saiba mais a seguir!

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O que está por trás dessa nova decisão?

Tudo começou com uma pressão pesada de fora. A pausa na compra aconteceu porque uma coalizão formada pela Califórnia e mais 11 estados americanos bateu o pé na Justiça.

O argumento principal gira em torno da Seção 7 do Clayton Act, uma lei antitruste que barra negócios perigosos para a livre concorrência.

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Na visão desse grupo, a união das gigantes ameaça diretamente três frentes do mercado norte-americano:

  • A distribuição de filmes com lançamento amplo nos cinemas;
  • O catálogo de produções com grande expectativa de bilheteria;
  • O licenciamento de canais básicos de TV por assinatura.

Para piorar, os números jogam contra o negócio. Só no setor de lançamento de filmes, a fatia combinada das empresas bateria em cerca de 27%.

Para completar, o famoso índice de concentração de mercado, chamado de Herfindahl-Hirschman, dispararia 359 pontos, estacionando nos 2.074.

Vale lembrar que o Departamento de Justiça dos EUA já tinha dado o sinal verde em junho, sem achar nada demais. Só que os estados decidiram peitar a operação mesmo assim, convencendo a juíza de que há fumaça suficiente para justificar a parada estratégica.

Os próximos passos da negociação

Enquanto o imbróglio rola nos tribunais, o megacordo entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery de 81 bilhões de dólares (com ações avaliadas a 31 dólares cada) segue engessado. Nada de integração ou união de equipes por enquanto.

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Para colocar ordem na casa, a Justiça já desenhou um calendário de julgamentos:

  1. Até 23 de julho: prazo limite para os estados protocolarem o pedido de suspensão preliminar.
  2. Até 27 de julho: vez de Paramount e Warner se defenderem.
  3. Até 30 de julho: apresentação da réplica oficial.
  4. 3 de agosto: o grande dia, com a audiência marcada em Oakland para definir o futuro do acordo.

Conforme fontes na imprensa norte-americana, há um otimismo por parte daqueles que são favoráveis à compra da Paramount de que tudo vai se resolver positivamente. Enquanto isso, acompanhamos os próximos capítulos.

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