Em mais um esforço para conectar a América à Europa, o Google completou a instalação de um cabo submarino ligado de Mytle Beach, na Carolina do Sul, Estados Unidos, à cidade de Sines, em Portugal.
O cabo faz parte dos esforços da big tech para aumentar a capacidade de suporte para serviços e nuvem e inteligência artificial.
Apesar de parecerem “arcaicos” se comparados a novas tecnologias como a internet via satélite, os cabos submarinos são responsáveis pelo transporte de mais de 90% dos dados ao redor do mundo.
O “Nuvem” e a corrida pela infraestrutura transatlântica
Batizado de “Nuvem”, o novo projeto do Google se estende por cerca de 7 mil quilômetros no oceano. A rota passa estrategicamente pelos arquipélagos das Bermudas e dos Açores antes de desembarcar em solo europeu.
Ao todo, a estrutura conta com 16 pares de fibras ópticas e uma capacidade projetada que impressiona: cerca de 384 terabits por segundo.
Essa superestrutura não nasce por acaso. De acordo com o Google Cloud, o cabo faz parte de uma visão mais ampla para consolidar investimentos na infraestrutura estratégica que sustenta a economia digital da Europa.
Vale destacar que esta não é a única “autoestrada de dados” a aportar em terras portuguesas. O país já é ponto de ancoragem de outros dois grandes projetos: o cabo Equiano, pertencente ao próprio Google e que liga a Europa à África do Sul, e o EllaLink, que conecta a cidade de Sines diretamente ao Brasil.

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A escolha de Sines passa longe de ser coincidência. O governo português trabalha para transformar o país em um hub global de inovação, aproveitando sua posição geográfica estratégica entre a Europa, a África e as Américas.
Outro ponto decisivo é a energia. Processar dados para IA exige muita eletricidade, e Portugal oferece energia limpa e barata em abundância. Projetos como o Start Campus, que tem suporte da Microsoft em Sines, mostram essa força.
No fim das contas, a chegada do cabo Nuvem prova que a disputa pela IA não acontece só na tela, mas passa principalmente pelo fundo do oceano.
E claro, a qualidade geral da internet global tende a ser potencializada com mais um cabo submarino transmitindo dados de um canto a outros do Oceano Atlântico.












