Imagem: Bloomberg Línea/Reprodução

Criador do ChatGPT diz que, por enquanto, IA não vai substituir humanos

Para Sam Altman, o ‘calor humano’ não pode ser batido pelos chatbots e agentes de inteligência artificial.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Durante uma conferência da Commonwealth Bank of Australia (CBA), em Sydney, na Austrália, Sam Altman, co-fundador da OpenAI, empresa-mãe do ChatGPT, minimizou as preocupações globais com a substituição de mão de obra humana por inteligências artificiais.

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Altman foi taxativo em afirmar que o “apocalipse de empregos”, em suas palavras, tem sido alardeado de forma exacerbada por analistas e outras empresas do setor.

O idealizador do ChatGPT também compartilhou que as IAs não conseguem reproduzir a “parte humana” na realização de tarefas diversas.

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A visão de Altman sobre o cenário atual

Apesar das negativas de CEOs e outros executivos de big techs, a tentativa de substituição de mão de obra humana por automações se tornou uma máxima nos últimos anos.

Periodicamente empresas como Meta, Amazon e Google têm anunciado demissões em massa. A justificativa é sempre algo como “ajuste de caixa”, “reestruturação”, dentre outras. Porém, os esforços para implementação de “mão de obra robótica” são evidentes, sobretudo para tarefas repetitivas.

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Por sua vez, Sam Altman nega essa tendência, ao menos no que se refere à OpenAI. Para ele, esse jeito humano não vai ser substituído tão rapidamente como tem parecido.

“Nós realmente nos importamos com nossas interações com as pessoas, e isso, que ocupa uma enorme parte do meu tempo, não é algo que eu consiga me imaginar terceirizando para uma IA tão cedo”, disse, em entrevista concedida durante o CBA.

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Mas e os empregos que já foram perdidos?

Muito se fala sobre empregos suscetíveis à decadência por causa da IA e outras posições que eventualmente estariam blindadas contra essa assimilação forçada. Porém, há um elefante na sala: e as pessoas que já perderam seus empregos, como ficam?

Cada empresa tem total liberdade para lidar com questões trabalhistas da sua forma, desde que cumpra a legislação vigente nos países em que atua. Então, é certo que os trabalhadores já “substituídos” por IAs devem estar recebendo contrapartidas previstas, além de um direcionamento de carreira.

De qualquer maneira, novos e melhores ordenamentos jurídicos parecem estar surgindo no horizonte para alinhar, com cada vez mais precisão, as tomadas de decisão relacionadas ao uso da inteligência artificial nos mercados.

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