As operadoras e a imprensa local de Bangladesh informaram, na última segunda-feira (20), que o país pode sofrer um “apagão de telecomunicações” nas próprias semanas.
Informações preliminares dão conta de que a nação, localizada no sul da Ásia, sofre com uma grave crise de desabastecimento de combustíveis por causa da guerra no Oriente Médio. Estima-se que 95% da gasolina, etanol e diesel de Bangladesh são importados, sobretudo de países como Arábia Saudita e Irã.
De acordo com relatos de veiculos de mídia bangladeses, quem vai a postos de combustível pelo país está enfrentando filas imensas e, muitas vezes, sequer consegue abastecer.
Por que as redes de telecom de Bangladesh estão sendo afetadas?
Segundo a Associação de Operadoras de Telecomunicações Móveis de Bangladesh (AMTOB), a falta de combustível está afetando a operação de empresas de telecom no país, o que pode causar o desligamento de redes.
Em nota, a entidade fez graves alertas, afirmando que a situação “saiu do controle operacional” e que o risco de apagões é iminente.
“Se essas condições persistirem, há um risco iminente de apagões em grande escala da rede de telecomunicações em importantes áreas do país”, disse a associação.
“Várias instalações de telecomunicações de importância estratégica vital estão operando atualmente com reservas de combustível perigosamente baixas”, completou.
Além disso, a AMTOB tem servido como porta-voz das operadoras, que estão sendo pressionadas pela população devido a problemas na entrega de serviços contratados.
“As operadoras de redes móveis estão sofrendo uma grave pressão operacional devido à prolongada falta de fornecimento de energia comercial”, relatou a entidade.
Estima-se que cada operadora gaste, em média, 4 mil litros de gasolina por hora para atender os milhões de bangladeses que usam serviços de telecomunicações diariamente. Bangladesh, vale destacar, é um dos países mais populosos do mundo, com 170 milhões de habitantes.
As previsões de normalização
Bangladesh é apenas um dos países que têm sofrido diretamente com os conflitos entre Estados Unidos e Israel, de um lado, e Irã, do outro.
A guerra, que já dura semanas, tem afetado rotas importantes, a exemplo do Estreito de Ormuz, que servem para escoamento da produção de petróleo no Oriente Médio. Como consequência, países que dependem do produto exportado ficam desabastecidos.
Apesar de todo transtorno, não há previsão de normalização das atividades, que depende do fim das hostilidades.












