Em uma ação coordenada com a Polícia Civil local, a Anatel desmontou mais um Serviço Móvel Pessoal (SMP) usado para fraudes na cidade de São Paulo.
Intituladas de “ERB fakes”, essas estações clandestinas são geralmente utilizadas para a aplicação de golpes via ligação e envio de SMS. Nesse caso, o foco era o envio de mensagens.
A existência da SMP fraudulenta foi descoberta após uma varredura preventiva feita pela Anatel identificar uma falha de sinal da região entre as avenidas Bandeirantes e Santo Amaro.
A operação
Para rastrear a SMP fake, a Anatel São Paulo fez uso de tecnologias de Drive Test avançadas. Esses sistemas são utilizados para identificar degradação de sinal em áreas específicas, guiando ações de restauração ou reestabelecimento emergencial.
Nesse caso, ao identificar o ponto de degradação, um alerta foi ligado. Após a identificação do sinal de ERB fake num condomínio residencial na Vila Olímpia, na zona sul da capital paulista, a Anatel acionou a Polícia Civil, que assumiu a operação.
A superintendente de fiscalização da agência, Gesiléa Torres, acompanhou a operação. Segundo ela, o uso de tecnologia de ponta foi um fator decisivo para o flagrante.
Torres destacou que o Drive Test utilizado “seguiu” o sinal da SMP clandestina até o 14º andar de um prédio, o que levou agentes até o local exato da estação em um dos apartamentos.
A Polícia Civil foi até o local e apreendeu equipamentos, desligando o sinal imediatamente. O responsável pela operação, que não teve nome, gênero ou idade identificados, foi preso no momento da abordagem.
Combate a fraudes
Operações como essa são corriqueiras no dia a dia da Anatel. Recentemente, a agência apreendeu 20 mil km de cabos ópticos irregulares em Londrina, Paraná.
Sobre as ERBs fake, essa foi a segunda apreensão só neste início de 2026. O conselheiro Edson Holanda, que esteve à frente de várias operações recentes da agência, destacou a importância do combate às SMPs fraudulentas.
“O combate às ERBs fake é uma prioridade estratégica, pois essas estações não apenas degradam o serviço de telecomunicações, mas servem de ferramenta para o crime, ferindo a confiança do cidadão na conectividade móvel”, comentou.












