Imagem: Getty Images/Reprodução

Brasileiros preferem as redes sociais pra se informar, diz pesquisa

Por serem mais acessíveis que TV, rádio e jornais impressos, as mídias digitais atingiram esse patamar.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

Uma pesquisa recente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) trouxe dados que comprovam algo já perceptível no dia a dia: os brasileiros adotaram as redes sociais como fontes para consumo de informação.

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Batizado de “Painel TIC – Integridade da Informação” e lançado no último dia 10 de abril, o estudo explica como as pessoas estão deixando mídias tradicionais como TV, rádio e jornais impressos para consumir mais e mais feeds de vídeos curtos, como os de TikTok, Instagram Reels e Shorts, do YouTube.

A metodologia da pesquisa

O Painel TIC foi conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), que entrevistou, por meio da internet, 5.250 pessoas maiores de 16 anos de todo o Brasil.

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No inquérito, as perguntas foram todas no sentido de como esses indivíduos consumiam informação diariamente. 72% responderam que veem noticiários via redes sociais, ao passo que 58% afirmam assistir telejornais todos os dias e apenas 34% admitem ler jornais e revistas impressos.

Esse resultado só consolida o que já se vê na realidade. A digitalização chegou com força na produção jornalística e está mudando o setor. Cada vez mais pessoas preferem multimeios digitais para consumir informação, em detrimento de mídias físicas.

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Então, a mídia tradicional vai acabar?

Não é o que parece, pelo menos não no futuro próximo. Na verdade, o movimento adotado pelos grandes veículos de mídia frente ao avanço das redes sociais é o de “se não pode vencê-los, junte-se a eles”.

Conforme citado anteriormente, a digitalização está mudando o jornalismo, não combatendo-o. Em outras palavras, os jornais e revistas impressos que antigamente imperavam e depois foram “remodelados” para caber em telejornais, agora foram novamente redesenhados para se adequar nos feeds das redes sociais.

Dá para confiar nas informações veiculadas nas redes sociais?

Uma das principais motivações de pesquisas como essa do Cetic.br é a garantia de que esse avanço nos formatos de consumo de notícias não abra brechas para a desinformação.

Alexandre Barbosa, gerente do órgão, destaca justamente isso e aponta esses cuidados como oriundos de uma preocupação global.

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“A agenda de integridade da informação vem pautando o debate público internacional, especialmente no enfrentamento da desinformação e na promoção do acesso a conteúdos plurais e baseados em evidências”, disse.

Por outro lado, essa e outras pesquisas também demonstram que os usuários estão cada vez mais preocupados com a veracidade das informações consumidas e a autoridade dos veículos que trazem essas notícias. Inclusive, isso tem sido uma máxima tanto para conteúdos nas redes sociais quanto nas mídias tradicionais.

Como resultado, é esperado que os conteúdos veiculados nas redes sociais sejam cada vez mais confiáveis. Esse é o melhor dos dois mundos: informação rápida e de qualidade na palma da mão (literalmente).

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