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Novo PGMC da Anatel quer aumentar a competição no mercado de telefonia móvel

Cleane Lima
3 min de leitura

Nesta quarta-feira (24), o superintendente executivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Abraão Balbino, participou do MVNOs Brasil Summit 2024 realizado pela Teleco e falou sobre o cenário do serviço de telefonia móvel no país. Ele falou sobre as mudanças que deverão ocorrer por causa do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC).

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A revisão do PGMC ainda está em discussão na agência, mas o executivo acredita que será possível promover a participação de operadoras virtuais e provedores regionais no serviço de telefonia móvel por meio do plano. Isso fará com que o mercado não fique tão concentrado como está atualmente, em especial, por causa da venda fatiada da Oi Móvel para TIM, Vivo e Claro.

Balbino destacou que essa operação ocasionou no aumento de preços aos consumidores. “Eles [os preços] estão subindo e, ao mesmo tempo, a rentabilidade das empresas subindo significativamente. Esse é um dos motivos pelo qual a PGMC vai interferir nisso, não só para promover a MVNOs [operadoras móveis virtuais], mas também para promover os operadores regionais com frequências“, afirmou Balbino.

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De acordo com superintendente executivo, a regulação das operadoras foi pensada para permitir que elas fossem complementares ao serviço de telefonia móvel.

“Não era para aumentar a competitividade, mas atuar em mercado de nicho”, explicou ele, que é o que acabou acontecendo. “O novo PGMC deve resolver isso e corroborar com o objetivo da Anatel de promover mais modelos de negócio no setor de telecom”.

O executivo ainda afirma que hoje, dificilmente uma MVNO vai conseguir competir com grandes operadoras, por uma questão de escala de produção, e isto fez com que as teles aumentassem seus preços e a rentabilidade. “Quando a concentração no móvel tradicional é alta, dificilmente você vai ter um MVNO competitivo no segmento de consumo padrão, por uma questão de escala de produção“, afirmou Balbino.

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Mercado MVNO

De acordo com dados da Teleco, as operadoras móveis virtuais cresceram 34% em número de assinantes em 2023, chegando a 4,9 milhões de acessos. Entretanto, a maior parte desses clientes são terminais M2M, que representam 86% da base. A base de smartphones que pertencem a pessoas físicas chegam a apenas 690 mil acessos. Ou seja, a telefonia móvel não é um segmento muito explorado pelas MVNOs, e a Anatel quer mudar esse cenário.

Balbino afirma que está começando a surgir mais espaço para MVNOs voltadas aos consumidores, explicando que o principal objetivo da agência na regulamentação e fomento do mercado é “permitir uma diversificação de oferta, e ao mesmo tempo criar um indutor para a inovação de outros modelos de negócio no setor de telecom”.

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