Claro pede aumento no preço base do gigabyte de tráfego em roaming nacional

Ana Cláudia
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Em março, a tomada de subsídio nº 25 sobre a regulação do roaming no Brasil foi concluída. Esta consulta recebeu atenção relevante das operadoras nacionais, regionais e MVNOs. A Claro propôs um aumento no preço de referência do gigabyte de tráfego em roaming nacional para R$ 5, em comparação com os R$ 2,2 praticados em uma oferta pública recente realizada pela empresa como parte da compra da Oi Móvel.

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É importante ressaltar que esses valores se referem à cobrança entre as operadoras, não aos preços finais para os consumidores.

A Claro afirma que realizou uma análise econômica do consumo de dados em roaming nacional, levando em conta diversos parâmetros, como padrões de tráfego e número de usuários. Com base nessa análise, determinou um preço ideal próximo a R$ 5 por Gigabyte trafegado.

A empresa argumenta que qualquer nova regulação sobre o assunto deve considerar os custos das prestadoras que cedem a infraestrutura de rede, incluindo investimentos, operação e manutenção.

A operadora também propõe aprimoramentos no roaming para melhorar a qualidade em áreas urbanas pequenas. Eles sugerem um plano nacional para revisar os modelos operacionais de compartilhamento, como RAN Sharing e Roaming, visando oferecer uma experiência de uso superior.

Além disso, recomendam o upgrade tecnológico para 4G em áreas com apenas 3G, para garantir uma experiência consistente aos usuários. A empresa também sugere estabelecer requisitos claros para conectividade e experiência do cliente durante o roaming.

Por fim, a companhia propõe uma flexibilização do processo de compartilhamento de infraestrutura de torres de celular, visando melhorar a cobertura nas rodovias. Eles destacam a importância de uma abordagem ágil e menos burocrática para obter aprovações e implementar as mudanças necessárias.

Enquanto isso, o roaming é sugerido como uma alternativa de baixo custo e rápida implementação. A empresa enfatiza a necessidade de uma colaboração entre os órgãos governamentais responsáveis pela gestão das estradas, sugerindo ações de integração com agências reguladoras e administradoras de rodovias.

Além disso, eles mencionam que políticas públicas de incentivo, convênios com empresas, parcerias comerciais e flexibilização das leis de construção de novas infraestruturas podem viabilizar economicamente a expansão da cobertura nas estradas.

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Profissional de comunicação formada em jornalismo, atua no marketing digital há sete anos, trabalha como redatora há cinco anos. Falar, escrever, conversar são muito mais que ferramentas da profissão, mas parte do lado bom da vida. E-mail para contato: anaclaudia@minhaoperadora.com.br
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