27/02/2024

Vivo quer expandir acordo de compartilhamento de rede com a TIM

CEO da operadora defendeu o uso do modelo em outras tecnologias, como 5G, afirmando que é uma forma de aumentar a cobertura.

O CEO da Vivo, Christian Gebara, declarou que a pretende expandir o acordo de compartilhamento de rede (RAN sharing) com a TIM. O executivo afirmou que é “uma forma positiva de otimizar Capex e aumentar a cobertura”. Ele ainda defendeu o uso do modelo em outras tecnologias como o 5G, após restrições para acordo entre a tele e outras grandes empresas serem impostas pela Agência Nacional e Telecomunicações (Anatel).

“O RAN sharing é uma forma muito positiva de otimizar capex e aumentar cobertura. O País precisa encontrar novas formas de expansão de rede, especialmente agora que temos 4G, 5G e no futuro outras tecnologias”, afirmou Gebara. Para o CEO da Vivo, o modelo deve estar disponível em diferentes tecnologias e lugares.

A expansão para novas cidades do acordo com a TIM deve ocorrer em um futuro próximo, com retomada de foco após finalização da integração de ativos móveis da Oi, segundo Gebara.

No momento, há um trabalho entre as operadoras em três frentes. A primeira envolve a cobertura de rede 4G para 716 cidades, com cada uma fornecendo rede para a outra em cerca de 360 municípios. Depois tem o modelo de rede única (single grid) para cidades com menos de 30 mil habitantes, que foi feito em 180 cidades, e que deve ser expandido. A terceira frente é a consolidação e desligamento do 2G, presente atualmente em 1 mil cidades com redes das duas operadoras consolidadas.

As declarações do executivo refletem as restrições que a Anatel fixou para acordos de compartilhamento de redes móveis entre a Vivo e outras grandes operadoras nas faixas de 2,3 GHz e 3,5 GHz, em cidades com menos de 100 mil habitantes, até 2030.

O caso em questão se refere ao acordo entre a Vivo e a Winity de aluguel de espectro de 700 MHz e compartilhamento de elementos de rede entre as empresas. Entretanto, para aprovar o negócio, a agência impôs uma série de restrições, que podem inclusive inviabilizar o negócio. “Estamos ainda analisando que decisão tomaremos“, afirmou Gebara.

Vale ressaltar que também entra na discussão a consulta pública que a Anatel colocou sobre o desligamento do 2G e 3G. Gebara aponta a importância do RAN sharing para o 4G e o 5G. “O RAN sharing é uma forma muito positiva de otimizar capex e aumentar cobertura. O País precisa encontrar novas formas de expansão de rede, especialmente agora que temos 4G, 5G e no futuro outras tecnologias“, afirmou Gebara.

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