Governo faz mudanças em projetos de conectividade em escolas; entenda

Cleane Lima
3 min de leitura

Durante a reunião mensal do Gape (Grupo de Acompanhamento do Custeio a Projetos de Conectividade de Escolas), formado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os Ministérios da Educação e das Comunicações, além de representantes da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE), o governo anunciou mudanças que norteiam os atuais programas criados para levar conectividade para escolas públicas.

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De acordo com reportagem da Carta Capital, as alterações anunciadas pela Casa Civil da Presidência da República reduziram o controle da Anatel nos R$ 3,1 bilhões do 5G para conexão de escolas. As mudanças foram discutidas em agosto, mas somente agora foram divulgadas.

Uma das mudanças é que a entrega de equipamentos eletrônicos às instituições não será mais responsabilidade da EACE, que foi criada para execução dos projetos de conexão de escolas com recursos do 5G, e que agora “ficará a cargo de outras políticas públicas”, no caso, do Ministério da Educação (MEC).

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Houve também o aumento de 7,5 mil para 40 mil das escolas atendidas. O prazo de implementação do projeto cai de 36 meses para 24 meses. A partir daí, o MEC e os Estados e Municípios seguirão compartilhando atribuições para a manutenção dele. Ficou determinado também que o Gape deve focar nas escolas que não têm fibra e tentar levar tal infraestrutura até elas, preferencialmente, e que o dinheiro do 5G não será apenas canalizado para conectividade das escolas, mas também deverá abranger as Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A Casa Civil, que atua como a gestora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), decidiu inserir a “Estratégia Nacional de Educação Conectada” como uma das suas prioridades para o crescimento da infraestrutura de rede no país.

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A justificativa para que a Casa Civil tenha tirado a função da EACE de entregar os equipamentos é a de que o MEC pode acelerar o processo através da adesão às Atas de Registro de Preços que o FNDE (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação) dispõe para a aquisição desses equipamentos.

Catálogo de equipamentos

No início do mês, a Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação (MEC) criou um Grupo de Trabalho (GT) que deverá definir os referenciais técnicos e os parâmetros de qualidade para equipamentos de tecnologia a serem adquiridos pelas escolas públicas.

Composto por 14 integrantes, entre titulares e suplentes, sem qualquer participação da Anatel, o GT deve discutir quais são os equipamentos necessários para as escolas tanto para competências digitais quanto para gestão administrativa. O trabalho resultará em um “catálogo de dispositivos eletrônicos recomendados”.

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