27/02/2024

Cinco homens são condenados à prisão por operar serviço de IPTV pirata

Grupo operava a plataforma conhecida como ‘Flawless TV’, que transmitia, entre outros conteúdos, as partidas da Premier League.

Um grupo composto por cinco homens foi condenado há mais de 30 anos de prisão, somados, no Reino Unido, por operarem um serviço de IPTV pirata. A justiça britânica divulgou a decisão na terça-feira (30). A plataforma, conhecida como “Flawless TV”, tinha como produto principal os jogos da Premier League, que era transmitido para mais de 50 mil telespectadores.

De acordo com a BCC News, o esquema movimentou uma quantia de aproximadamente R$ 45 milhões, entre 2016 e 2021, onde era cobrada uma assinatura abaixo dos valores praticados pelos serviços legalizados.

No caso da “Flawless TV”, era cobrado £ 10 ao mês, o equivalente a R$ 62,50 pela cotação do dia, onde os assinantes tinham acesso a um vasto conteúdo, abrangendo mais de 300 canais, acessíveis em dispositivos móveis e smart TVs. O serviço era muito bem organizado, onde os operadores do serviço pirata ofereciam até suporte e atendimento aos clientes 24 horas por dia.

Para nível de comparação, o pacote com jogos da Premier League, um dos principais campeonatos de futebol do mundo, era vendido pelos canais que detinham o direito de transmissão, à época, por valores entre £ 60 e £ 80 (de R$ 375 a R$ 500) por mês. Uma diferença exorbitante em relação ao serviço pirata. As emissoras e os organizadores do campeonato não demoraram a processar os vendedores do serviço pirata.

De acordo com as autoridades, era usada na operação da “Flawless TV” entre 20 a 30 decodificadores. Além disso, a investigação conseguiu acesso a uma lista de pessoas que pagavam e acessavam o serviço pirateado. Não há informações se essas pessoas serão punidas, até porque, é considerado também a hipótese de que alguns deles não tivesse conhecimento de que a Flawless TV era uma plataforma de IPTV pirata.

Entre os investigados estão Mark Gould, de 36 anos, chefe do grupo, que pegou a maior penalidade de 11 anos de prisão, considerando que a maior parte do lucro da operação, de £ 1,7 milhão (mais de R$ 10 milhões, cotação atual), Steven Gordon, que ficou com £ 1 milhão, e Peter Jolley, com £ 773 mil, cada um condenado a 5 anos e 2 meses de prisão, também faziam parte do grupo. E William Brown (£ 15 mil de lucro, 4 anos e 9 nove meses de detenção).

Durante a operação, as autoridades descobriram que um dos envolvidos, Christopher Felvus, também de 36 anos, possuía imagens potencialmente relacionadas a abuso infantil em seu computador.

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