25/06/2024

TIM busca alternativas para aumentar resiliência de redes para casos como o RS

Nas capitais, a operadora entende que é importante contar com uma quarta via de redundância para redes de transmissão.

Enquanto trabalham para recuperar o serviço de telecomunicações e a infraestrutura de internet que foram afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, as empresas já estudam formas para evitar que essas redes sejam tão afetadas em situações de calamidade pública. Um grupo técnico da TIM, que está recuperando a rede no estado, continuará trabalhando após a conclusão dos trabalhos.

Acontece que uma das medidas em situações como essa é a criação de uma rede de escape de tráfego para aumentar a resiliência de suas redes, principalmente nas capitais do país. Geralmente, há uma segunda ou mesmo uma terceira via de transmissão, mas a TIM acredita que é importante ter uma quarta nas capitais estaduais.

Marco di Constanzo, diretor de rede da TIM, chama de “super-rede de escape de tráfego”. “Ninguém esperava um estado inteiro debaixo d’água. É algo sem precedentes. Isso trouxe um aprendizado importante: precisamos aumentar a proteção da rede de transmissão para distâncias maiores. Vamos contemplar todas as capitais do País para termos continuidade na transmissão em casos de intempéries e eventos climáticos extremos”, comenta.

O diretor afirma que o trajeto da TIM está escoando por um backbone que passa por Florianópolis. Além disso, ele conta que recebe o apoio de diversas operadoras regionais que estão provendo rotas alternativas em fibra no RS.

As fortes chuvas deixaram boa parte dos sites das operadoras móveis sem funcionamento pois tinha perdido conexão com a rede de transmissão, além do rompimento de cabos de fibra óptica, quedas e/ou destruição de postes, isso também foi causado pela interrupção de abastecimento de energia. Embora tenha baterias nos sites, sua duração é de poucas horas.

“Os desafios são enormes. Foi uma chuva de altíssima intensidade. Muitos equipamentos ficaram debaixo d’água e deixaram de funcionar por curto circuito. Em muitos pontos a energia foi interrompida ou ficou intermitente porque postes caíram ou porque foram desligados por razões de segurança. Tivemos fibra rompida por deslizamento de encostas, bloqueio de dutos em rodovias ou pontes que desabaram”, relata o executivo.

No Rio Grande do Sul, a TIM reforçou a equipe, sendo que foram enviados ao sessenta técnicos de outros estados, aumentando o time de 90 para 150 trabalhadores. “Na primeira semana usamos até caiaque para se deslocar. E também usamos bote e jetski, enfim, qualquer coisa que pudesse navegar”, relembra.

Atualmente, de acordo com o boletim recente apresentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o sinal da TIM está fora do ar em 15 cidades e 45 estão em operação parcial.

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