Rio de Janeiro (RJ), 03.05.2023 - Agente da PF atua na Operação 'Sem Mega', contra empresa suspeita de monitorar ações policiais, no Rio de Janeiro. Foto: Polícia Federal-RJ

Operação da PF mira empresa de internet associada a traficantes no RJ

Cleane Lima
2 min de leitura

Nesta quinta-feira (04), a Polícia Federal (PF) deu início a Operação Sem Mega, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa voltada à prática dos crimes de tráfico de drogas, extorsão, lavagem de dinheiro e internet clandestina na cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

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Foto: Polícia Federal-RJ

Na operação, cerca de 60 policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Angra dos Reis, em endereços localizados nos municípios de Angra dos Reis, Nilópolis e Rio de Janeiro/RJ.

De acordo com as investigações que foram iniciadas em setembro do ano passado, uma fornecedora de internet teria se associado a traficantes locais com o intuito de impedir que outras empresas instalassem serviços de telecomunicação e internet nas comunidades de Angra dos Reis. O nome da empresa investigada não foi revelado.

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Além disso, a fornecedora de internet ainda instala câmeras para os integrantes da associação criminosa, cujos equipamentos serviriam para monitoramento de ações policiais.

De acordo com a PF, os integrantes do tráfico retiravam e danificavam os equipamentos de outras fornecedoras de internet para favorecer a instalação de aparelhos da fornecedora investigada. Configurando assim, um monopólio na prestação dos serviços de telecomunicação nestas comunidades.

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Diante disto, os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, tráfico de drogas, extorsão, lavagem de dinheiro e internet clandestina. As penalidades máximas dos crimes podem chegar a mais de 30 de reclusão, se forem somadas.

Para nomear a operação, “Sem Mega”, foi feito um trocadilho entre o pacote básico oferecido pela empresa investigada (uma internet com 100 megabits por segundo de velocidade) e o fato dos moradores ficam sem internet por causa da retirada dos equipamentos de outras empresas que fornecem o serviço.

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