24/02/2024

‘Fair Share’ é uma questão social, diz representante da Claro

Executivo da operadora esteve presente em um evento de telecomunicações no Brasil e abordou alguns detalhes dessa pauta.

O vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Claro, Oscar Petersen, destacou nesta quinta-feira, 18,  que o conceito de Fair Share, ou remuneração justa, para os consideráveis investimentos necessários nas redes digitais de telecomunicações não deve ser encarado apenas como uma disputa econômica entre as operadoras de telecomunicações, responsáveis pelos investimentos, e as big techs, que utilizam essas redes sem pagar por isso. Ele ressaltou que essa questão é, principalmente, uma necessidade social.

Claro parceira

Segundo Petersen, trata-se de uma pauta social, pois são as redes de telecomunicações que fornecem a infraestrutura da internet para todas as regiões do país e do mundo, permitindo que todas as pessoas e empresas tenham acesso ao mundo digital. Portanto, essa infraestrutura não pode ser construída apenas com os recursos de um único setor, enquanto outro segmento se beneficia dessas redes.

”Há claramente uma transferência de valor, do setor de telecomunicação para as big techs. E hoje, o setor de telecomunicações é o de menor atratividade econômica. Existe a transferência de valor em função do vácuo de investimento em infraestrutura  que precisa continuar crescendo,  mas que atualmente está reduzindo a rentabilidade das empresas de telecomunicações”, afirmou Petersen em seminário promovido pela Universidade de Brasília (Unb).

De acordo com ele, em apenas um ano (de fevereiro de 2022 a fevereiro de 2023), tanto as redes fixas quanto as redes de celular da Claro experimentaram um aumento de 38% no tráfego de dados, o qual requer investimentos adicionais para supri-lo. 

Alguns argumentam que as empresas de telecomunicações deveriam aumentar os preços para cobrir esses investimentos, mas essa medida deixaria uma parte da população desconectada. Portanto, esse debate sobre a “contribuição justa” tem uma dimensão social significativa”, enfatizou.

Petersen ressaltou que, desde a privatização em 1998, as operadoras de telecomunicações já investiram mais de um trilhão de reais no país, destinando cerca de R$ 40 bilhões por ano, mas continuam registrando taxas de retorno de capital decrescentes ano após ano.

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