23/05/2024

APIs é uma das prioridades dos provedores de serviços telecom

Pesquisa da Nokia aponta que a Interface de programação de aplicativos é uma das cinco prioridades de 73% dos provedores.

Os provedores de serviços de telecomunicações estão abertos para as APIs (interface de programação de aplicativos) de rede, segundo uma pesquisa da Nokia, realizada pela Analysys Mason, consultoria especializada em tecnologia, mídia e telecomunicações. O estudo diz que o segmento é uma das cinco principais prioridades para 73% dos provedores.

Essas empresas estão se voltando para as APIs abertas e SDK (kits de desenvolvimento de software) e vão permitir que desenvolvedores de software criem programas que ofereçam novos serviços em 5G aos clientes finais.

Shkumbin Hamiti, Diretor da Plataforma de Monetização de Rede e Serviços de Nuvem da Nokia, afirma que “Um novo ecossistema digital está surgindo no mundo 5G, com várias cadeias de serviços formada por provedores hiperescaladores, infraestrutura, redes e aplicativos sendo criados para gerar valor ao usuário final. Esta pesquisa ressalta do desejo de impulsionar este ecossistema e o trabalho a ser feito para facilitar um entendimento mais profundo entre os CSPs e os desenvolvedores, além de descobrir qual é o trabalho necessário entre eles”.

A pesquisa mostrou que 60% dos desenvolvedores desejam escrever programas que possam incrementar os aplicativos e oferecer novos serviços aos clientes, com qualidade aprimorada e sob demanda.

A contratação de desenvolvedores de software em grande escala é cada vez mais essencial para a criação e entrega de serviços 5G, pois vão contribuir para a monetização do 5G. As APIs de serviços de telecomunicações têm um papel importante na monetização do 5G, pois elas podem expor a funcionalidade e os dados das redes de telecomunicações, permitindo o desenvolvimento de novos casos de uso para os clientes corporativos e os consumidores finais.

“Os provedores de serviços de telecomunicações (CSPs) têm a oportunidade de gerar receita incremental por meio da colaboração com desenvolvedores e outros CSPs, para criar um ecossistema maior. Os CSPs devem considerar contribuir com suas APIs para uma plataforma de rede como serviço (NPaaS) de terceiros, envolvendo-se com desenvolvedores e construindo um ecossistema que inclua outros CSPs para evitar uma fragmentação que pode prejudicar a viabilidade desta oportunidade”, afirma Caroline Chappell, sócia da Analysys Mason.

Na pesquisa, cerca de metade dos desenvolvedores citou algumas questões ao tentar utilizar serviços de nuvem e SaaS, como a necessidade de ter uma melhor percepção sobre como a qualidade da rede afeta o desempenho de seus aplicativos e o que é preciso fazer para ter um maior controle sobre esse processo.

Para a pesquisa, foram entrevistados 44 provedores de serviços de telecomunicações (CSPs) e 67 empresas de desenvolvimento de software, por todo o mundo, de foram avaliados as atitudes em várias dimensões do conceito de rede e plataforma-como-serviço (NPaaS), às vezes referido como Network-as-Code ou rede programável.

Segundo estimativas da Nokia, o mercado para os serviços habilitados por APIs de telecomunicações deve crescer de US$ 12 bilhões (R$ 60 bilhões) em 2022 para US$ 34 bilhões (R$ 170 bilhões) em 2026.

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