22/05/2024

Antenas da Starlink estão sendo usadas em garimpo ilegal na Amazônia; entenda

Equipamentos da empresa foram apreendidos em ação movida pela Polícia Federal, que são usados por garimpeiros na Terra Yanomami.

Em uma ação realizada por agentes do Grupo Especial de Fiscalização do Ibama (GEF) e do Grupo de Resposta Rápida da Polícia Rodoviária Federal (GRR) apreenderam duas antenas de internet da Starlink, braço da SpaceX, do bilionário Elon Musk, na floresta amazônica, nesta terça-feira (14). Inclusive, uma estava em funcionamento.

A ação, movida pela Polícia Federal, tem como objetivo exterminar de vez as atividades ilegais que acontecem no coração da Amazônia e em território Yanomami. O motivo da apreensão dos equipamentos é que estão sendo usados por garimpeiros ilegais em áreas remotas, onde geralmente não chega cobertura móvel das empresas tradicionais de telecomunicações.

No último mês, outras cinco antenas da Starlink foram apreendidas pelo Ibama em terra Yanomami. Entretanto, enquanto fugia das ações, os garimpeiros podem ter elevado número incontáveis de terminais da empresa.

Em 2022, em visita ao Brasil, Elon Musk apresentou a iniciativa e adoção de estações para uso escolar, facilitando o acesso de jovens à internet nos pontos mais vulneráveis da Amazônia. “Super empolgado por estar no Brasil para o lançamento do Starlink para 19 mil escolas desconectadas em áreas rurais e monitoramento ambiental da Amazônia”, tuitou Musk na época.

A Starlink recebeu a autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para operar no território nacional, especialmente nessas áreas afastadas, mas parece que o sistema de internet via satélite da empresa tem sido uma ferramenta para os garimpeiros ilegais do Brasil coordenarem suas ações e receberem avisos prévios de batidas policiais, além de fazer pagamentos.

Embora o uso da conectividade não seja algo novo na pratica ilegal, os serviços da Starlink surge como uma facilitador da comunicações, uma vez que antes, para ter acesso à internet, eram necessário que um técnico fosse até a localidade instalar uma antena fixa, que não pode ser carregada sempre que os locais de mineração se mudam ou são invadidos. Ainda assim, tinha uma conexão lenta e instável, especialmente em dias de chuva.

Ainda não se sabe como os equipamentos foram parar nessas áreas, uma vez que deveriam estar sendo utilizados dentro de áreas educacionais e de segurança pública. Um oficial, que não quis ser nomeado, revelou ao AP News que a operação é essencial para conter o avanço dos crimes na Amazônia. “Esta medida tem sido crucial para desmantelar a logística que sustenta a mineração ilegal em territórios indígenas“.

Tanto a SpaceX quanto a Starlink foram procuradas para comentar sobre o assunto e nas brechas de segurança que permitiram acessos diferentes ao sistema deles, mas até então não se pronunciaram.

ViaG1

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