25/02/2024

Americanet cria a Siena Brasil, operadora de rede neutra subterrânea

Segundo o grupo, a iniciativa surgiu como uma alternativa para resolver problemas relacionados à implantação de rede em diferentes cidades.

Parece que vai chegar ao mercado brasileiro mais uma operadora de rede neutra, a Siena Brasil, companhia criada pelo grupo Americanet que decidiu entrar no setor de rede neutra subterrânea. A princípio, serão implantados 6 mil quilômetros de fibra em dutos no estado de São Paulo, mas a expectativa é construir 1 mil de rede subterrânea por ano, nos próximos seis anos, na capital e no estado paulista.

Para o negócio, é previsto um aporte total de R$ 1 bilhão, cujo recurso é proveniente do próprio grupo, que serão divididos até o fim da meta inicial. A proposta da Siena Brasil a atuar no mercado B2B (de empresa para empresa) e B2C (de empresa para consumidor).

Lincoln Oliveira, presidente da Americanet, explica que a ideia veio como uma alternativa para resolver problemas relacionados à implantação de rede aérea em diferentes cidades brasileiras. Ele afirma que a rede neutra subterrânea, embora não seja barata, é a melhor saída para resolver a situação da falta de espaços nos postes e manutenção da infraestrutura das redes aéreas.

“Decidimos criar uma rede neutra para que não só a Americanet, mas outras operadoras possam utilizá-la para se conectar com seus clientes. Nossa proposta é atender as mais diversas empresas de telecomunicações, das operadoras aos provedores regionais, ajudando a expandir a oferta de banda larga de altíssima velocidade em toda a capital paulista”, explica o executivo.

O problema do uso de postes pelas empresas de telecomunicações está sendo discutido pelos órgãos competentes. Inclusive, as regras de uso da estrutura estão sendo discutidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pela Aneel desde 2018, e pelo imbróglios que tem enfrentado ultimamente, o processo segue sem previsão de conclusão.

Embora a iniciativa seja da Americanet e a Sienna Brasil esteja sob o seu guarda-chuva, a empresa busca investidores para serem sócios. “Com a entrada de novos parceiros, esperamos antecipar a entrega dos 6.000 km em até três anos”, comenta Oliveira.

Como a rede contará com quatro dutos, um será para uso da Americanet, enquanto que os outros três ficarão disponíveis para outras operadoras que tenham interesse em entrar na sociedade. Desde o segundo semestre de 2022 que uma parte da rede já começou a ser construída e implementada, e já atende algumas regiões da capital paulista: Berrini, Pinheiros, Vila Olímpia, Liberdade e Jardins. De acordo com o grupo, o esperado é que os cabos ópticos possam ser usados na oferta de banda larga FTTH ou para atender torres 5G.

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