22/02/2024

5G faz receita de empresas de serviços de comunicação aumentar, segundo Ericsson

Segundo relatório da companhia, a penetração de assinaturas 5G começou a crescer a cerca de um ano antes, no primeiro trimestre de 2021.

De acordo com um relatório da Ericsson, o Mobility Report, divulgado nesta terça-feira (06), o 5G causou um crescimento da receita de provedores de serviços de comunicações (CSPs, na sigla em inglês). O estudo faz uma correção com a economia dessas empresas com o aumento na penetração de assinatura de serviços da quinta geração de internet móvel.

Segundo o relatório, que é baseado nos 20 mercados do mundo com maior penetração de assinaturas 5G, juntos, representam 85% das assinaturas da tecnologia mundialmente, sendo que todos os mercados contam com uma penetração maior de 15%, considerando que a média é de aproximadamente 20%. A penetração de assinaturas da tecnologia começou a crescer a cerca de um ano antes, no primeiro trimestre de 2021.

As receitas desses provedores tiveram um aumento nos últimos dois anos de 6,5% – ou 3,2% por ano. Na fase inicial do 5G, houve um aumento de investimento (capex) dos CSPs de 30% entre 2017 e 2022. Após um período de crescimento fraco ou até mesmo queda, desde 2017, a receita dos CSPs passou a expandir novamente, a partir do primeiro trimestre de 2021.

“Ainda é cedo para o 5G, mas a análise dos 20 principais mercados 5G revela indicações claras de que os principais mercados são capazes de transformar a demanda dos clientes por serviços 5G em crescimento de receita”, diz o documento.

O relatório também aponta que há sinais positivos de estabilização e até crescimento, após um período de declínio, desde 2017, que pode ser entendido como resultado da migração gradual dos consumidores para os serviços 5G, que costumam custar mais caro. entretanto, ainda há cerca de 80% dos consumidores que não mudaram para assinaturas 5G, o que representa um potencial crescimento a frente.

Além disso, mostra que, embora 30% a 35% dos provedores cobrem mais caro por serviços de 5G, em comparação ao 4G, houve uma queda na porcentagem para 25%. Mas ressalta que pode haver custos escondidos. “A estratégia dos provedores de serviços se tornou levar o maior número possível de assinantes para o 5G, pois é a rede mais eficiente existente”, aponta.

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