27/02/2024

Saiba quanto a Americanas deve a Claro, Vivo, Oi e TIM

Além das operadoras, empresas do setor de telecomunicações, como a Samsung, também fazem parte da lista de credores da varejista.

Após encontrar inconsistências contábeis em seu caixa que levaram a uma dívida de mais de R$ 40 bilhões, a Americanas deu abertura ao processo de recuperação judicial, que já foi iniciado pela Justiça. Nesse processo, a varejista divulgou uma extensa lista de credores. Inclusive, constam empresas do setor de telecomunicações.

Na lista de credores constam operadoras de telefonia móvel, como a Claro, Vivo, TIM, Brisanet, Algar Soluções e a Oi, antiga Brasil Telecom. Lembrando que a unidade móvel da Oi foi vendida para o consórcio formado pela TIM, Vivo e Claro. Além disso, ainda há companhias que fornecem e fabricam equipamentos e dispositivos para o setor de telecomunicações, como a Samsung, Motorola e Apple.

Dentre as operadoras, o maior montante devedor é da Claro, onde a Americanas deve R$ 24,6 milhões em quatro diferentes CNPJs, incluindo R$ 495 mil vinculados à Embratel. Em seguida aparece a Vivo e Brasil Telecom, com R$ 8,8 milhões e R$ 3,1 milhões, respectivamente. No caso da TIM, Algar e Brisanet, o saldo devedor é de R$ 48,5 mil, R$ 4,5 mil e R$ 2,2 mil, respectivamente.

Em relação às fabricantes de smartphones, a Americanas deve R$ 1,2 bilhão à Samsung. Já para a Motorola, o saldo devedor é de R$ 160,8 milhões e R$ 98,6 milhões para a Apple. Na lista há quase 8 mil credores, sendo que foram listadas 79 empresas com o termo “telecomunicações” no nome ou razão social, além de 77 com a expressão “telecom”.

No geral, entre os maiores credores estão instituições financeiras como Bradesco (R$ 4,5 bilhões), Santander (R$ 3,6 bi) e BTG Pactual (R$ 3,5 bi). O maior credor da Americanas é Deutsche Bank, com R$ 5,2 bilhões em saldo identificado após o banco atuar como agente fiduciário na emissão de bonds da varejista junto a investidores no exterior.

A situação da dívida da varejista será comandada por Camille Loyo Faria, que foi contratada como diretora financeira da varejista, após deixar o posto na TIM. A executiva tem histórico de trabalhar com tais situações, tanto que também atuou como CFO no processo de recuperação judicial da Oi.

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