13/06/2024

Caso da Boate Kiss vira tema de séries na Netflix e no Globoplay

Tragédia da Boate Kiss completa 10 anos em 2023 e as plataformas de streaming trouxeram de volta esse caso sem julgados.

O caso da Boate Kiss gerou a produção de materiais que estreiam durante a semana de 10 anos da tragédia. Tanto o Globoplay quanto a Netflix preparam produções especiais contando mais detalhes sobre essa história que chocou o Brasil em 27 de janeiro de 2013. 

Boate Kiss

“Todo dia a mesma noite” é o nome da minissérie ficcional  baseada na tragédia da Boate Kiss feita pela Netflix, que é assinada pela cineasta Julia Rezende. Já o Globoplay conta com a série documental “Boate Kiss – A tragédia de Santa Maria”, dirigida pelo jornalista Marcelo Canellas da TV Globo.

A produção da Netflix estreou na última quarta-feira, 25, com cinco episódios e do Globoplay será lançada nesta quinta-feira, 26, também com cinco episódios. 

Streamings mostram a injustiça causada após a tragédia da Boate Kiss

As duas séries dos streamings têm formatos diferentes, mas a proposta é basicamente a mesma. 10 anos depois da tragédia ninguém foi responsabilizado. Foram 242 mortos e mais de 600 feridos graças a um incêndio que aconteceu na boate Kiss, que ficava na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. 

Houve um júri popular em dezembro de 2021 que condenou os sócios da Kiss, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira Marcelo de Jesus e Luciano Bonilha, porém o processo foi anulado em 2022 e não há data para novo julgamento. 

O Jornalista Canellas comentou sobre esse “esquecimento” da justiça e como é importante que esse assunto não seja tratado dessa maneira:

“Não haver uma resposta a centenas de pais e mães mostra que, para a nossa sociedade, o esquecimento é uma virtude. Fizemos isso com a ditadura militar, depois houve as tragédias de Mariana, de Brumadinho, do Ninho do Urubu”.

Série da Netflix é baseada em um livro do mesmo nome 

“Todo dia a mesma noite” foi um livro feito pela jornalista Daniela Arbex, publicado em 2018. Para ela, voltar a esse tema é importante, necessário para a sociedade. 

“É uma recusa ao esquecimento, serve para a gente se repensar como sociedade, repensar a cultura da impunidade e pensar numa cultura de prevenção e de como podemos melhorar o futuro”.

Todas essas informações foram colhidas pelo site do jornal O Globo. As séries já estão disponíveis para os assinantes em suas respectivas plataformas.

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