19/07/2024

Entenda os motivos para a prorrogação de prazo do 5G nas capitais

Agência acatou a recomendação do Gaispi em adiar por mais 60 dias a conclusão da liberação da faixa de 3,5 GHz para a ativação da rede.

Assim como noticiamos essa semana, o Gaispi, grupo responsável pela limpeza da faixa de 3,5 GHz, recomendou a adiamento da liberação do 5G nas capitais brasileiras por mais 60 dias. Em circuito deliberativo realizado na tarde desta quinta-feira (18), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovaram a prorrogação do calendário, que era previsto para 29 de setembro.

Dessa forma, foi oficialmente prorrogado para 28 de outubro a conclusão da liberação do espectro de 3,5 GHz para a ativação do 5G nas capitais. O adiamento foi solicitado pela Entidade Administradora da Faixa (EAF).

“Tal medida foi necessária para permitir a conclusão das ações de desocupação da faixa e mitigação de eventuais interferências na recepção das estações do Serviço Fixo por Satélite (FSS)”, informou a Anatel em nota.

Mesmo com a prorrogação, a Anatel ainda informou que pode ocorrer a antecipação das redes nessas capitais, dependendo da decisão do Gaispi. “Permanece a possibilidade de antecipação por decisão do Gaispi, mesmo nessas cidades, desde que adotadas as medidas necessárias por parte da EAF”.

Motivos para prorrogação de prazo

De acordo com Leandro Guerra, CEO da EAF, um dos motivos que afetam o cronograma de liberação da faixa é a demanda maior de filtros, onde o mercado tem enfrentado dificuldades para entregar mais equipamentos.

Ele explicou que esse aumento de demanda é influenciado por dois fatores. Um deles é mudanças na especificação dos filtros para a classe de estações abaixo de 3.800 MHz. “Isso colocou a EAF com pedidos novos no mercado para poder atender essa demanda nova, porque é uma especificação que foi redefinida [no início de julho] e nós tivemos um planejamento de entrega desses filtros, que tem seguido com alguma dificuldade em função da linha de produção estar comprometida na Ásia”, disse o CEO.

A EAF também identificou que as antenas de recepção de satélites que têm dupla polarização demandam mais filtros. Com isso, considerando todas as questões técnicas, foram necessários cerca de 400 novos conjuntos de filtros.

“Para se ter uma ideia, quando nós recrutamos Brasília, existia uma relação para estação abaixo de 3.8 MHZ da ordem de 1.9, ou seja, quase 2 filtros por estação cadastrada. Quando nós chegamos em São Paulo, essa relação tinha subido para 2.4, um aumento em função da necessidade de campo. Agora, quando chegamos na última etapa, que é Salvador e Goiânia, essa relação subiu para 4 filtros por estação cadastrada operando abaixo de 3.800 MHz. Em Curitiba essa relação chegou perto de 6”, afirmou o CEO da EAF.

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